Profissionais com Grande Vivência Prática podem Encontrar Barreiras pela Falta de Títulos

Mestres de obras que poderiam ser engenheiros, secretárias que poderiam ser administradoras, auxiliares que poderiam ser contadores.
A lista de funções poderia continuar por muitas linhas. Todos nós conhecemos aquele profissional super inteligente e criativo, mas que não subiu na empresa. Ou então aquele, que perto de se aposentar, aprendeu tudo o que sabe na prática, mas sequer conseguiu sair de uma função operacional, embora conheça todos os processos da empresa de trás pra frente.
Isso porque, ao lado de nossa capacidade de aprendermos sozinhos, batizada de autodidatismo, muito impulsionada pela tecnologia atual, o mercado exige formação e títulos que comprovem que você detêm este ou aquele grupo de informações e técnicas.
Mas não se engane: o autodidata tem seu valor – isso se entendermos este tipo de postura como complementar a tradicional e não como única forma de aquisição de conhecimento e formação.
Por que a formação é importante?
A formação tradicional é muito mais do que um papel no final do curso. Pense bem: você estará recebendo conhecimento já testado e não terá que quebrar a cara uma ou duas (ou várias) vezes. Esse conhecimento será passado através de uma metodologia, o que acelerará seu aprendizado.
Se escolher bem a instituição que ministrará seu curso, vai conhecer pessoas e poderá trocar ideias, melhorando ainda mais a qualidade da informação que receber.
O autodidata pode e deve unir essas características e somá-las ao seu impulso natural por pesquisar e adquirir novos conhecimentos. Quando bem equilibrada é um mix poderoso que as empresas valorizam.
Por que o título é importante?
Terminado o período de formação, o “papel” adquirido, o título, o diploma, tem igual valor, pois trata-se de um documento oficial. Através dele você dirá ao mercado o quanto e de que forma investiu em sua preparação. Quase desnecessário dizer, mas, um diploma não fala por si. Uma boa instituição, uma boa nota final, um curso relevante ajudam a sua carreira deslanchar, não há dúvida. Mas, colado na parede, sem que seja colocado em prática, não ajudará em nada. Portanto, vale aqui também a dica inicial: una os dois mundos. Aquele em que você é um autodidata e o outro, onde você colou grau e tirou sua foto com a turma no dia da formatura.
Como Identificar que você está Próximo do Limite
A grande questão, portanto, é identificar quando você estará próximo de seu limite como autodidata. Dependendo da área em que você atua, terá mais ou menos exigências de base acadêmica para desempenhar sua função. Mas, em todo caso, uma dica importante é notar situações como estas:
- Você perdeu uma promoção por não ter o título exigido
- Não conseguiu fazer inscrição em um concurso público pelo mesmo motivo
- Sentiu falta de uma base metodológica ao abordar uma questão em seu dia a dia no trabalho
- Sente falta de referências técnicas e/ou pessoais em algum projeto
- Ouve falar numa reunião em autores, linhas de pensamento ou abordagens que sequer imaginava que existiam
Conclusão
As empresas buscam profissionais que tenham um “quê” de empreendedor. Que queiram somar experiências nos constantes desafios que vão enfrentar juntos. Nesse cenário, o autodidatismo enquanto mola propulsora de um contínuo aprimoramento é mais do que desejado. Contudo, tal postura não pode ser encarada como substituta de uma formação sólida.
Você precisa saber sempre mais. Desde que sabia o básico primeiro.
Texto fornecido pelo Emprego Certo, o site de empregos do UOL.



Murilo
Papo de universitário.
Titulo é bom para estágiario.
Pedro Addler
Olá Murilo
Realmente, o mais importante não é o titulo mesmo e sim a capacidade empreendedora e realizadora. Existem várias grandes personalidades autodidatas: Jimi Hendrix, Walt Disney, George Harrison ( Beatles ), todos eles aprenderam seus oficios como autodidatas.
No entanto, fazer uma faculdade é uma grande experiência e isso não pode ser deixado de lado, o período de faculdade trás muita experiência boa e muita bagagem teórica, até mesmo para quem é autodidata.
Luciana
Concordo, mas hoje em dia, mesmo com um diploma na mao, mesmo sabe sabendo que vc cursou uma faculdade, ainda esta muito dificil conseguir um emprego.Geralmente as empresas exigem experiencia naquele tipo de trabalho, coisa que um recem formado nao tem.Conheço muitas pessoas que nao curssaram faculdade e hoje ganham muito bem!!
Elias
Eu penso que estamos em uma epoca diferente, tambem conheço pessoas que ganham muito bem e sabe muito bem de todo tipo de materia sem nem terminar o ensino colegial, entretanto estas pessoas viviam em uma epoca onde as pessoas entravam nas empresas e cresciam lá dentro, hoje é exigido uma formação. A Grande questão é: nem todas as pessoas que tem este “dom” de autodidata, tem condições de fazer uma faculdade e arranjar emprego
marcio vitorio
Meu comentário é que, como disse minha colega Luciana, não se trata do indivíduo tomar a decisão de se tornar um autodidata; mas as circunstâncias em que foi inserido! Eu por exemplo sou um autodidata em teologia e dou palestras motivacionais em Curitiba, mas não tirei diploma por que as circunstâcias me impediram, não por capricho. Sinceramente espero, hoje com 36 anos de idade, complementar o que tenho com um curso de Psicologia e, é claro, será através do ENEM, por que por enquanto não tenho recursos para esse sonho antigo. Obrigado pela oportunidade de falar a nosso respeito com tanto carinho e sobriedade!
Um abraço.
Marcio Vitorio
Eloy de Oliveira
Olá Murilo.
O fato de a pessoa não ter um título, principalmente hoje quando a distribuição de diplomas já foi por demais vulgarizada pelas faculdades de quinta categoria que se preocupam apenas em arrecadar mais e mais, não significa que ela não teve acesso aos livros e que não tenha aprendido (até mais do que se tivesse um título) com eles. Millor Fernandes, José Saramago, José Alencar, Jô Soares, Chico Buarque e muitos outros confirmam o que digo, portanto
Concordo só com estas afirmações:
Você pode perder uma promoção por não ter o título exigido.
Não consegue fazer inscrição em um concurso público pelo mesmo motivo.
Mas não com essas outras:
Sente falta de uma base metodológica ao abordar uma questão em seu dia a dia no trabalho.
Sente falta de referências técnicas e/ou pessoais em algum projeto.
Ouve falar numa reunião em autores, linhas de pensamento ou abordagens que sequer imaginava que existiam.
Autodidata não é quem não estuda, é quem estuda por conta própria, sem escolaridade, mas fora de turmas (as vezes com quase 100 alunos)composta por pessoas que não se interessam muito em aprender, pois só querem mesmo um título para exibir o diploma que mascara suas limitações.
Edmo Rodrigues
A teoria sempre acaba, mais cedo ou mais tarde, assassinada pela experiência. Albert Einstein
Dkc
A faculdade traz benefícios para as pessoas autodidatas porque elas têm o interesse de sempre aprender e extrair aprendizado em tudo o que fazem. As maioria das pessoas formadas ou cursando faculdade e que fracassam estão acostumadas a chopinho as 3 da tarde, baladinha no fim-de-semana… a faculdade para estas pessoas não passa de uma creche de adultos.
JHONATHAN
Boa noite caros colegas,
Primeiramente Parabenizo quem publicou este artigo, que ao meu ver muito interessante.
Na minha opinião a União do Ensino Tradicional Com o Autodidatismo é um “casamento Perfeito”.
Por favor, Pense comigo: “Uma pessoa que começa na parte prática da profissão e depois de algum tempo gradua-se na mesma área terá maior probabilidade de sucesso do que uma pessoa que entra direto na faculdade de maneira “crua”. Claro o que vai determinar o sucesso será a própria pessoa, isto é, se ela se dedicar,for disciplinada, estiver motivada e focada em seus objetivos, podem até vir adversidade, mas com toda certeza ela superará todas.
Os “títulos” tem o seu valor, mas o problema que algumas pessoas pensam que tendo um título elas serão as “tais” e com tanta soberba, esquecem, o não estão nem aí para o principal que é ter conhecimento e saber aplicá-lo para poder obter resultados tangíveis ou intangíveis significativos, rentáveis e notórios.
Existem pessoas que não tiveram muita oportunidades de estudar e são muito bem sucedidas pois foram práticos e objetivos em sua decisões, em contrapartida existem também Pessoas que foram muito longe nos estudos, se tornando um “PHD” e hoje são muito bem sucedidos; com isto conclui-se que ter títulos ou não ter não é critério para dizer se tal pessoa será ou não bem sucedida, no meu ponto de vista o que ditará isto é: Primeiramente, sonhar antes de ir busca do objetivo; segundo, ser persistente, motivado, ter foco; e o principal “nunca desistir”; e terceiro, utilizar a razão para tomar decisões.
Pense nisto:
“A maioria das pessoas nunca fracassaram de verdade, pois desistiram antes”.
As pessoas bem sucedidas fracassaram várias vezes antes de chegar ao topo. Qual o segredo: “Eles tinham sonhos e nunca desistiram de ir em busca”.
Quantas desafios e quantas vezes Santos Dumont fracassou antes de obter êxito com o projeto 14bis?
Quantas tentativas e teste Graham Bell e Thomas Watson tiveram que fazer até obter êxito no seus objetivos: inventar o que chamamos hoje de telefone?
” Nunca desista dos seus sonhos, se não você nunca saberá aonde você poderia chegar. “