dcsimg

7 carreiras para quem ama os esportes

Confira os cursos e especializações que você pode fazer para trabalhar na área esportiva... ou ter uma carreira olímpica!

Ginástica artística, judô, vôlei de praia, natação…  em época de Olimpíadas é difícil não ficar grudado na televisão assistindo a uma (ou mais!) modalidades dos jogos. Se você não é atleta profissional, mas adora esportes, ou mesmo se já é atleta e pensa em continuar ligado ao tema no futuro, saiba que há várias carreiras que você pode seguir sem deixar de lado sua paixão.

O Guia da Carreira preparou este pequeno guia com 7 áreas do conhecimento em que você pode atuar para trabalhar com esportes. Está longe de esgotar o assunto, mas pode ser um bom começo para você refletir sobre suas possibilidades.

Educação Física

A Educação Física é a promoção do bem estar por meio de atividades físicas e corporais, prevenindo e tratando doenças.  O curso de Educação Física é uma graduação que pode ser do tipo licenciatura ou bacharelado, com duração de 4 a 5 anos. Quem faz o curso de graduação em Educação Física pode trabalhar em escolas, clubes, academias, hospitais e clínicas, ou pode ainda atuar individualmente, como personal trainer.
Nos esportes, um graduado em educação física pode compor a equipe técnica de clubes esportivos, trabalhando com outros profissionais para apoiar e melhorar o desempenho dos atletas. Outra opção é adotar o caminho da pesquisa científica, seguindo uma carreira acadêmica ligada ao estudo dos esportes e de como eles podem ajudar a evitar e tratar doenças.

Fisioterapia

A fisioterapia é um curso de graduação que dura aproximadamente 4 anos e é a ciência que estuda, diagnostica, previne e trata os distúrbios causados por alterações de órgãos e sistemas humanos, além de estudar os benefícios do movimento corporal e de outros recursos físicos (como ondas eletromagnéticas, calor, frio etc.) sobre o organismo humano.
Um dos ramos da fisioterapia é a fisioterapia esportiva, que alia técnicas e métodos para prevenir e tratar lesões causadas  especificamente pela prática de esportes, com o objetivo de devolver o atleta às suas atividades o mais rápido possível, em condições de treinar e competir.
O fisioterapeuta esportivo pode trabalhar de maneira independente, como autônomo; em clínicas especializadas e hospitais; bem como fazer parte da equipe técnica de times, clubes e associações atléticas, atuando em parceria com treinadores, nutricionistas e médicos para cuidar de atletas profissionais.

Nutrição

O nutricionista é um profissional da área da saúde especializado em segurança alimentar e no uso da alimentação para prevenir doenças e promover, manter e recuperar a saúde das pessoas.
Um dos ramos da nutrição é a Nutrição Esportiva, que alia conhecimentos de nutrição, bioquímica e fisiologia, aplicando-os ao esporte e à atividade física.
A nutrição esportiva foi criada com o objetivo de preservar, promover e manter a saúde e otimizar a recuperação dos atletas antes, durante e depois de treinos e competições, sempre buscando o melhor desempenho possível para aquele indivíduo.
O nadador norte-americano Michael Phelps, por exemplo, chegou a declarar durante as Olimpíadas de Pequim em 2008 que ingeria 12 mil calorias por dia.  É o nutricionista esportivo que define o que um atleta deve ingerir antes, durante (no caso de treinos provas longas) e depois dos exercícios
Cabe ao nutricionista esportivo definir a melhor dieta para determinada prática de atividade física e situação. A dieta de um maratonista, ou de um triatleta, por exemplo, precisa ser diferente da alimentação de um nadador ou corredor de 100 m rasos. Entre outros fatores, a ingestão dos nutrientes certos faz toda a diferença no desempenho do atleta na hora do treino, da competição e da recuperação depois dos exercícios, sobretudo no caso dos profissionais.

Fisiologia

A fisiologia é o ramo das ciências biológicas que estuda as funções mecânicas, físicas e bioquímicas dos seres vivos. O especialista em fisiologia esportiva é um profissional que ajuda o atleta a melhorar seu desempenho por meio do estudo do funcionamento do organismo humano em geral e daquele indivíduo especificamente.
Por meio de avaliações físicas, e considerando as características genéticas e as exigências da modalidade esportiva, o fisiologista identifica a composição corporal do atleta, determinando a massa muscular e a quantidade de gordura e o peso considerado ótimo para que ele tenha o mais alto desempenho. O fisiologista também avalia outros aspectos do organismo do esportista, como por exemplo: potência, agilidade, resistência aeróbia e anaeróbia, metabolismo e força.
Em times de futebol, esse profissional pode atuar também com as categorias de base, ajudando a formar os futuros atletas do clube por meio do desenvolvimento de resistência, velocidade e massa muscular.

Medicina

A Medicina Esportiva (ou Medicina do Esporte) é uma especialidade da Medicina que estuda a influência do exercício, do treinamento e do esporte sobre as pessoas visando a prevenção o tratamento e a reabilitação. O profissional da Medicina Esportiva pode atuar não só com atletas profissionais de alto nível e atletas amadores, mas também com pessoas comuns, de todas as faixas etárias, saudáveis e que apresentam alguma doença crônica, como por exemplo: diabetes, asma, hipertensão, osteoporose ou obesidade.
Dentro da Medicina Esportiva também é possível fazer outras especializações, como a Cardiologia do Esporte ou a Traumato-Ortopedia Desportiva.

Comunicação e Marketing

Dentro do universo do Marketing, existe uma área (e cursos de especialização) dedicada ao Marketing Esportivo. O Marketing esportivo tanto pode utilizar o esporte como ferramenta de comunicação corporativa ou institucional – patrocinando e estabelecendo parcerias com atletas, campeonatos, times, clubes e ligas – como aplicar os princípios do marketing a qualquer produto ou serviço da indústria do esporte, desde academias e eventos até equipamentos e vestuário esportivo.
Devido aos grandes eventos mundiais que acontecerão no Brasil nos próximos anos, como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro, essa é uma área que está em ascensão.
Profissionais ligados à comunicação, das mais diversas áreas, como Publicidade e Propaganda, Relações Públicas, Jornalismo, Rádio e TV e Cinema têm inúmeras possibilidades de relacionar suas atividades com os esportes. Um exemplo são as oportunidades de atuar em assessorias de comunicação, relações públicas ou assessoria de imprensa de atletas, clubes, academias, times esportivos ou mesmo eventos, como ligas e campeonatos locais, regionais, nacionais ou mundiais.

Engenharia Têxtil

Nas Olimpíadas de Pequim, 94% dos medalhistas da natação usaram uma roupa especial, apelidada de sharkskin (pele de tubarão). O traje era feito com um tecido especial que diminuía a vibração dos músculos e, consequentemente, o consumo de oxigênio, além de ter uma superfície especial que reduzia o atrito com a água, resultando num desempenho 5% melhor. Embora proibida pela Federação Internacional da Natação nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, a pele de tubarão é apenas um exemplo da tecnologia embarcada nas roupas dos atletas profissionais, que acaba se disseminando também para os amadores.
São camisetas, malhas e bermudas especialmente projetadas para que o corpo humano possa estar mais confortável e desempenhar melhor nas mais variadas modalidades esportivas.
A área de conhecimento que pesquisa e desenvolve esses materiais é a Engenharia Têxtil, que estuda a fabricação e o tratamento de fibras, fios e tecidos. Aliados a outros profissionais, como engenheiros de materiais, químicos e físicos, por exemplo, o engenheiro têxtil pode atuar desenvolvendo os mais variados tecidos para o vestuário e equipamentos de atletas, desde roupas que filtram raios UV, até materiais ultra-leves que permitem maior flexibilidade; menor atrito e maior velocidade.

Compartilhar
Facebook Twitter Google Linkedin