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Descubra como é a carreira em Psicologia Jurídica

Esse fascinante ramo da Psicologia atua de mãos dadas com o Direito. Conheça mais sobre a carreira, o mercado de trabalho e onde estudar!

A Psicologia e o Direito apresentam um importante ponto em comum. São ciências que compartilham o mesmo objeto de estudo: a conduta humana. E o psicólogo jurídico alia conhecimentos dessas duas áreas do conhecimento.

Estudos de personalidade, saúde mental, conduta criminosa e desordens comportamentais fazem parte do cotidiano desse profissional que, além do trabalho clínico, tem um papel importante em processos e questões jurídicas.

A seguir, vamos desvendar para você o que é a Psicologia Jurídica, como é o trabalho de um profissional dessa área, quanto ganha e qual o caminho de estudos que o interessado nessa carreira deverá seguir. Confira!

O que é Psicologia Jurídica?

A Psicologia jurídica é uma divisão da Psicologia que abrange o estudo, a avaliação, a prevenção, o acompanhamento e o tratamento de fenômenos psicológicos que afetam ou podem vir a afetar a conduta de uma pessoa ao ponto de levá-la a infringir as normas legais vigentes na sociedade.

O psicólogo jurídico trabalha também lado a lado com advogados, assessorando-os com o fornecimento de dados e laudos psicológicos que contribuem com o processo judicial.

A conduta humana é o objeto de estudo tanto do Direito quanto da Psicologia Jurídica. Enquanto a Psicologia trata de estudar as características dos comportamentos, os advogados trabalham com as leis que regulam essas condutas.

Quando o desvio de conduta tem origem psicológica, entra em cena o psicólogo jurídico, que vai atestar, justificar ou explicar, a partir do ponto de vista psicológico, os motivos relacionados à saúde mental que levaram o réu a cometer um delito. A colaboração do psicólogo jurídico pode ser decisiva para a resolução e conclusão de casos processuais.

Dentro do leque de conhecimentos que podem auxiliar o trabalho do psicólogo jurídico estão os campos da Psicologia Penitenciária, Psicologia da Delinquência, Psicologia Policial e Psicologia do Menor e da Família. O profissional dessa área deverá conhecer ainda elementos de mediação e dos direitos Civil, Penal e Trabalhista.

Outras possíveis funções de um psicólogo jurídico são aquelas ligadas à prevenção. Assim, pode participar de equipes que realizam programas preventivos, de reabilitação e de reintegração à sociedade, seja na comunidade ou no meio penitenciário. Pode ainda auxiliar na elaboração de campanhas de prevenção de crimes, bem como prestar assistência psicológica a vítimas.

O campo de trabalho para o psicólogo jurídico é vasto e continua aumentando. Infelizmente, em um país onde os casos de violência fazem parte do dia a dia, cada vez mais se buscam respostas, causas ou justificativas de diversos delitos no âmbito psicológico. O psicólogo jurídico pode prestar assessoria e atendimento a famílias – incluindo menores –, mulheres, transexuais, homossexuais e tantos outros setores da sociedade em situação de vulnerabilidade e, portanto, mais expostos a atos delitivos.

Trabalhando diretamente com questões criminais, o psicólogo jurídico tem uma grande responsabilidade em mãos, já que seu parecer pode ser determinante em decisões judiciais das mais diversas.

Exige-se desse profissional, além, é claro, de profundos conhecimentos em Psicologia, um grande senso de justiça e uma sensibilidade apurada para atuar em situações que podem determinar o futuro de pessoas e famílias inteiras.

Qual é o salário de um psicólogo jurídico?

Para responder a essa pergunta, tudo vai depender, é claro, do tempo de experiência do psicólogo jurídico, do porte da empresa ou do cliente para o qual trabalha e também da região do país. Mas podemos expor alguns valores médios.

Um psicólogo jurídico em início de carreira pode ter um salário entre R$ 1.500 e R$ 2.500. O site de empregos Catho, por exemplo, aponta uma média nacional de R$ 2.327 para um psicólogo. Esse valor pode aumentar bastante com o tempo de experiência, chegando a cerca de R$ 6 mil para um psicólogo jurídico sênior – com mais de oito anos de atuação no mercado.

Como se tornar um psicólogo jurídico?

Uma das primeiras perguntas que podem surgir é se, para se tornar um psicólogo jurídico, o interessado deve fazer faculdade de Psicologia ou de Direito.

A dúvida tem razão de ser, mas o caminho mais natural é começar por uma graduação em Psicologia e, mais para a frente, especializar-se na área jurídica. Vamos entender melhor a seguir.

O curso de Psicologia pode ser de bacharelado ou licenciatura. No caso da Psicologia Jurídica, a recomendação é apostar no grau de bacharelado (a licenciatura prepara o psicólogo para atuar no universo escolar, como, por exemplo, assumindo as funções de orientador educacional ou lecionar em cursos para a formação de professores).

Existem muitas faculdades que oferecem o curso de bacharelado em Psicologia no Brasil. O interessante aqui é fazer uma investigação prévia sobre a reputação das instituições. Você pode procurar, por exemplo, rankings de faculdades de Psicologia. Se possível, converse com alunos e ex-alunos. Tente também fazer uma visita pessoal à faculdade para sentir o ambiente e ver com seus próprios olhos qual a infraestrutura oferecida. E o mais importante de tudo: verifique se a instituição o e curso têm o aval do Ministério da Educação (MEC), o que garantirá a validade de seu diploma em todo o território nacional.

Dentro da graduação em Psicologia, o aluno já toma contato com a Psicologia Jurídica, pois essa é uma das matérias que fazem parte da grade curricular do curso. Algumas das muitas outras disciplinas são:

  • Psicologia Comportamental
  • Psicologia do Esporte
  • Psicologia de Atenção à Saúde
  • Neuropsicologia
  • Teoria e técnicas Psicoterápicas.

Na parte final da faculdade, o estudante ainda passa por um estágio supervisionado obrigatório, para tomar contato prático com a profissão.

Uma vez terminada a faculdade, o graduado precisa se inscrever no Conselho Regional de Psicologia (CRP) de sua região, condição obrigatória para o exercício da profissão no Brasil.

O que não é obrigatório, mas altamente recomendável para quem quiser seguir a carreira de psicólogo jurídico, é fazer uma especialização em Psicologia Jurídica. As opções cobrem temas variados, como:

  • Criminologia e Psicologia Criminal
  • Psicologia Forense
  • Gestão em Perícia Forense
  • Psicologia em Interface com a Justiça
  • Psicologia e Serviço Social Forense
  • Psicologia Jurídica
  • Psicologia Sociojurídica e Criminologia Clínica

É possível obter o Título Profissional de Especialista em Psicologia do Conselho Federal de Psicologia (CFP) prestando concurso oferecido pelo CFP, com exames teóricos e práticos, e, além disso, comprovar experiência profissional de ao menos dois anos.

Trilhando qualquer um desses dois caminhos – ou melhor ainda, os dois! – você será um especialista em Psicologia Jurídica.

Para ampliar as possibilidades de carreira, seja durante a graduação, a pós ou já no mercado de trabalho, é importante continuar a investir em atualização, com participações em eventos da área, como palestras, congressos e workshops, por exemplo. Publicar artigos também conta bastante para fortalecer seu nome no mercado. Tudo isso cai muito bem em seu currículo e facilita a sua trajetória como um psicólogo jurídico de sucesso!

Onde estudar Psicologia

Confira algumas instituições autorizadas pelo MEC a oferecer o curso de Psicologia:

Veja também:

Psicologia: profissão, carreira e mercado de trabalho

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