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Curso de Engenharia Naval

Conheça o curso de Engenharia Naval, onde estudar esta graduação e como está o mercado de trabalho!

engenharia naval

O curso de Engenharia Naval é do tipo bacharelado, com duração de 5 anos.

O engenheiro naval projeta, coordena e supervisiona a produção de embarcações e construção de plataformas de petróleo. Também atua no gerenciamento de operações marítimas, fluviais e portuárias, controlando o tráfego de embarcações e os serviços de comunicação. Desenvolve ainda tecnologias para trabalhos de exploração submarina.

Há mais de uma década o mercado da construção naval passa por um grande aumento de demanda, o que também se reflete na procura de profissionais por parte de empresas construtoras de navios e plataformas e fornecedoras de equipamentos.

Saiba mais sobre o curso de Engenharia Naval, descubra onde estudar e como está o mercado de trabalho para quem se forma neste curso!

O curso de Engenharia Naval

O curso de Engenharia Naval forma o engenheiro para atuar na construção e reparo de embarcações e no projeto de estruturas navais e marítimas, aliando conhecimentos sobre sustentabilidade, responsabilidade social e ambiental para manter uma competitividade de nível internacional.

Grade curricular de bacharelado em Engenharia Naval

Como acontece com todas as engenharias, Física e Matemática são as principais disciplinas iniciais do curso. Depois da formação básica, começam as matérias específicas da Engenharia Naval. A formação específica inclui temas como hidrodinâmica, estruturas navais, projeto de navio e plataformas marítimas e transporte aquaviário.

Em aulas práticas de laboratório, o aluno constrói e testa modelos e maquetes estruturais.

Entre as disciplinas oferecidas estão:

  • Álgebra Linear
  • Análise Estrutural de Navios e Plataformas
  • Cálculo Diferencial e Integral
  • Cálculo Numérico
  • Física Geral e Experimental para Engenharia
  • Fundamentos de Controle
  • Geometria Gráfica para Engenharia
  • Gestão e Estratégia na Industria do Petróleo e do Gás Natural
  • Hidrodinâmica Portuária
  • Instalações de Máquinas Marítimas
  • Introdução à Ciência dos Materiais para Engenharia
  • Introdução à Computação
  • Introdução à Economia
  • Introdução à Engenharia
  • Introdução à Mecânica dos Sólidos
  • Laboratório de Física para Engenharia
  • Métodos Computacionais para Engenharia
  • Princípios de Gestão da Produção e Logística
  • Princípios Gerais do Projeto de Veleiros
  • Projeto de Plataformas
  • Química Tecnológica Geral
  • Representação Gráfica para Engenharia

Onde estudar

Existem apenas 6 cursos de Engenharia Naval em todo o Brasil, nas cidades de Recife (PE), Joinville (SC), Belém (PA), Manaus (AM), São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ).

Todos eles são oferecidos por universidades públicas:

Você pode consultar as notas de todos os cursos de Engenharia Naval reconhecidos pelo MEC no portal e-mec http://emec.mec.gov.br .

Perfil do profissional

O engenheiro naval é um dos profissionais mais procurados das engenharias. São poucos com essa formação e há uma grande demanda no mercado.

Para atuar na área, é necessário ter uma sólida formação básica em Matemática e Mecânica, bem como em assuntos específicos, como Hidrodinâmica, Máquinas Marítimas e Arquitetura naval.

O Engenheiro Naval pode atuar em:

  • Grandes e pequenos estaleiros de construção e reparo naval
  • Polos náuticos
  • Portos e hidrovias
  • Plataformas costeiras (offshore)
  • Indústria de petróleo.

Concursos públicos para a Marinha e agências reguladoras também atraem profissionais da área naval.

Mercado de trabalho

A indústria de construção naval brasileira passa há mais de uma década por um momento de prosperidade, com crescimento tanto em tonelagem de processamento de aço quanto no número de empregos gerados.

Em 2000, o setor gerou 1.910 postos de trabalho, chegando a 78 mil empregos diretos em 2013. Os investimentos em embarcações totalizaram R$ 3,7 bilhões em 2013, e em estaleiros, R$ 1,3 bilhão.

Os estaleiros nacionais produzem:

  • Embarcações para a Marinha do Brasil
  • Módulos para plataformas
  • Navios de apoio marítimo
  • Navios graneleiros
  • Navios petroleiros, de produtos e gaseiros
  • Navios porta-contêineres
  • Plataformas de produção
  • Rebocadores e comboios
  • Sondas de perfuração

A retomada da indústria naval foi ancorada pelas políticas federais de “conteúdo local”, que determinam prioridade para a utilização de mão-de-obra e produção nacional no setor. Na Petrobras, cerca de 65% do que é produzido no setor naval para a empresa é fornecido por mão-de-obra e produção nacional. Com isso, o Brasil passou a fabricar desde plataformas de petróleo até navios de carga. O boom da indústria naval fez aumentar também a demanda por engenheiros do setor.

O motor propulsor desse crescimento também é a demanda da Petrobras por embarcações para a exploração de petróleo na camada do pré-sal. O transporte de carga está em expansão, mas é um segmento que ainda depende de grandes investimentos em infraestrutura, sobretudo portuária.

O Rio de Janeiro se destaca no setor de construção naval, mas outros estados, como Pernambuco, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, recebem novos estaleiros e precisam de mão de obra especializada. Na Região Amazônica, onde os rios são a principal via de transporte, o mercado de trabalho está aquecido em todas as áreas.

A região Sul também embarcou na expansão da área. Em 2014, Brasil e Uruguai firmaram acordo no qual os dois países assumem o compromisso de promover o acesso recíproco de bens e serviços de empresas brasileiras e uruguaias no setor naval. Também estabelecem o reconhecimento mútuo do conteúdo local desde que a certificação de qualidade seja efetuada por empresa certificadora atuante no Brasil e no Uruguai.

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