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A Graduação e o Curso de Engenharia Civil

Conheça as principais características sobre o curso de Engenharia Civil e entenda o aquecimento do mercado de trabalho para este profissional!

As Características sobre o Curso de Engenharia Civil

O curso de engenharia civil abrange vários ramos da construção, a partir do gerenciamento de projetos e execuções de obras civis como edifícios, casas, estradas, viadutos e obras hidráulicas (pontes, barragens, portos e canais). O engenheiro civil acompanha também reformas e etapas de construção.
Os estudos são baseados principalmente nas análises do tipo de solo encontrado onde as fundações serão construídas, e tipo de material usado nas obras. O profissional dessa área está apto para desenhar, projetar e desenvolver as redes elétricas, hidráulicas e sanitárias da edificação; está apto também para supervisionar padrões de qualidade e segurança no canteiro de obras, calcular custos e prazos para a viabilidade da construção. A engenharia civil tem como importantes ferramentas conceitos de computação, matemática, física e química, além de ser necessário alto conhecimento em mecânica dos solos, mecânica dos fluidos e resistência dos materiais.
Há diversas ênfases adotadas dependendo das instituições de ensino que se pretende ingressar. As principais áreas são hidráulica, estrutural, geotecnia, ambiental e costeira. Para a conclusão e formação do engenheiro civil é de grande importância atividades em laboratórios, as quais mostram as reais necessidades de uma projeção e quais podem ser os problemas enfrentados pelo profissional.

Mercado de Trabalho em Engenharia Civil

O mercado de trabalho, para o profissional da engenharia civil, passa por um momento favorável, já que programas do Governo estão requerendo o conhecimento específico dessa área. Outros fatores bastante importantes para o aquecimento do mercado são as Olimpíadas e a Copa do Mundo de futebol que irão ser sediadas no Brasil, ou seja, tais fatos contribuem para que o estudante já saia da faculdade com a carteira assinada. Pode-se esperar a absorção do engenheiro civil em diversas áreas, com o aumento e valorização do mercado imobiliário no país, sendo de igual abrangência os nichos da construção de gasodutos, refinarias, plataformas, navios e estaleiros, além dos setores de energia e saneamento.
Como engenheiro, o estudante está capacitado não só para a área técnica, mas também para adminstração e logística, bem como lógica espacial e dimensional que são características da formação. Para a finalização do curso, o estágio é obrigatório, onde o profissional terá contato direto com empresas e construções as quais darão embasamento para a conclusão de todas as habilidades requeridas no mercado de trabalho. A média de tempo dos cursos de engenharia civil são de 5 anos, assim como a maioria das engenharias ministradas no Brasil.

Entrevista com Aluno que cursou Engenharia Civil

• Os alunos sempre possuem certa dúvida na hora da escolha do curso e permanecem um pouco inseguros mesmo no começo da graduação. No caso do seu curso de engenharia civil, como foi sua experiência?

Acredito que para mim tenha sido um pouco mais fácil, pois meu pai e avô também são do ramo de engenharia civil. Obviamente que passei por momentos de dúvida e incerteza com medo de minha escolha estar sugestionada, como se tivesse sido induzido. Porém, procurei conversar com conhecidos que já tinham iniciado o curso (passaram direto sem cursinho) e percebi que fiquei com um sorriso e um brilho nos olhos. Quando iniciei o curso gostei bastante dos laboratórios, de todo o estudo de rochas e do solo, e confesso que era a ovelha negra da turma, pois a maioria não tinha a mesma felicidade em fazer as aulas de laboratório sábado pela manhã! As demais matérias eu já tinha uma idéia geral, pois já tinha conversado bastante com meu pai.

• Qual foi o fator determinante na escolha do seu curso? Foi baseado fortemente nos resultados de testes vocacionais, ou teve contato com profissionais ou outros alunos que já estavam cursando?
Como mencionei, possuo pai e avô na mesma área de atuação e isto trouxe bastantes dúvidas se não haveria certo arrependimento de estar sugestionado. Porém não cruzei os braços e esperei, fiz todos os testes vocacionais que tive oportunidade, tanto os testes on-line quanto os testes que estavam disponíveis no cursinho. Tinha certeza absoluta que minha área era exatas e tinha muita afinidade com engenharia. Quando conversei com outros alunos que entraram direto sem cursinho no curso, eles mencionaram que as aulas de laboratório não eram muito agradáveis, mas para mim não seria um problema, pois sempre fui muito bom em geografia, e lembrava boa parte da matéria dos tipos dos solos, rochas e afins (obviamente que não sabia os conceitos técnicos e o impacto na engenharia civil).

• Os primeiros anos do curso de engenharia civil são determinantes para o aluno decidir se é realmente o que deseja para a vida dele, ou se muda o foco para outra profissão. Em relação ao seu curso, quanto tempo levou para ter a certeza ou não de sua escolha?
Acredito que os maiores desafios no início do curso foi a adaptação com a cidade, morar em república e conciliar todo este momento novo de vida com os estudos e a universidade. Mas acredito que este seja um cenário comum para todos os alunos que mudam de sua cidade natal para fazer um curso superior. Apos 1 ano do curso, formei uma turma de amigos que tinham mais o meu perfil e fundamos uma república. Foi super favorável este 1 ano de “bixo universitário”, perdi grandes manias de quem está acostumado a morar com os pais e com certeza o termo “bullying” fica mais aparente quando se é o mais novo da casa. Já focado no curso de engenharia civil não tive grandes surpresas, somente com um ou outro professor e as manias de pedir conceitos das entrelinhas nas provas, mas com o curso em si, foi um tiro certeiro! Tive sorte de descobrir o que queria e estar seguro sobre o curso.

• Agora em relação ao curso de engenharia civil, fale um pouco da sua expectativa das matérias. Elas proporcionaram um aumento em sua expectativa como futuro profissional?
Esta com certeza é uma pergunta certeira! Confesso que muitas vezes fiquei inseguro sobre diversos pontos da carreira profissional. Mas conversando com os amigos da turma, percebi que era um consenso geral. Quando fui conversar com meu pai e avô eles também comentaram que esta insegurança era normal, porém com início do estágio, acompanhamento de obras e todo envolvimento com o trabalho daria uma imensa segurança, além de aprimorar de forma prática meus conhecimentos. Como engenharia civil estava no sangue, desde o terceiro ano já acompanhava meu pai em algumas obras e conversava bastante com o mestre de obras (com certeza um sábio de todas as formas). Mas percebi que alguns colegas que não tinham a mesma oportunidade ficaram com esta incerteza e insegurança até o último ano do curso.

• Quais as matérias que mais gostou do curso? Fale sobre a que mais se identificou!
Apesar de ter grande afinidade com matemática e ser totalmente voltado para o ramo de exatas, gostei muito das matérias de laboratório. Não tenho certeza se as mesmas eram como um “hobby” por fugir um pouco das metodologias cansativas de sala de aula, ou por gostar mesmo de estudar as estruturas de rochas e sedimentos. Apesar das aulas de laboratório serem eventualmente no sábado de manhã, me identifiquei muito com as mesmas e mesmo com sono de uma balada de sexta a noite estava sempre presente!

• Após o fim da graduação em Engenharia Civil, qual foco deseja dar para sua carreira? Tem aspiração de entrar no mercado de trabalho diretamente, ou pretende ainda efetuar cursos de aprimoramento, como pós-graduação, mestrado, etc?
Um ponto chave no fim do curso foi exatamente este. Sempre gostei do meio acadêmico, por ser tranqüilo e dar oportunidades de estudos e pesquisa, porém todo o jovem recém formado tem em uma de suas aspirações ser financeiramente independente. Tinha em mente em fazer uma pós-graduação latu-sensu e se constatasse que a mesma realmente agregou aos meu conhecimentos, investiria em um mestrado. Porém não é fácil voltar a estudar após a entrada no mercado de trabalho. Começar a ganhar o próprio dinheiro é uma realização pessoal fantástica e não consegui conciliar os estudos e a vida profissional. Como comecei a trabalhar na empresa do meu pai e avô, muitas vezes a carga de trabalho era muito maior que a de um simples engenheiro no início da carreira, adquiri grandes responsabilidades e não me vejo voltando aos estudos tão cedo, porém ainda tenho vontade (mas ainda penso se não é uma nostalgia dos bons tempos de faculdade)!

• Sobre a universidade que cursou, gostaria de fazer alguma comparação com as oportunidades apresentadas que são interessantes ao entrar no mercado de trabalho?
Tive oportunidade de estudar em uma universidade pública, desta forma sempre sobrou um pouco mais de renda pra me divertir e viajar. O ensino foi de extrema qualidade (salvo os professores lendários que tentam manter a gente mais que 5 anos na faculdade!). A universidade tinha convênios de intercâmbio que é uma oportunidade fantástica para expandir as idéias e aprender outros idiomas. No meu caso, não aproveitei muito todas as oportunidades, salvo alguns cursos de extensão. Me enrolei no início do curso até me adaptar com o novo estilo de vida e consequentemente peguei uma ou outra dependência (famosa DP) em cálculo que me impossibilitou aproveitar todas as oportunidades caso eu realmente quisesse formar em 5 anos. No geral o ensino foi muito bom, não digo perfeito pois nem sempre todos os professores conseguem expressar de forma direta os conhecimentos (com didática), mas sempre houve um esforço para ajudar os alunos interessados.

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