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Saiba tudo sobre as cotas do FIES 2016

Veja se dá para financiar seu curso de graduação pelo sistema de cotas no FIES 2016!

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A segunda edição do FIES 2016 já tem data para acontecer e muita gente está torcendo para conseguir um financiamento estudantil com a ajuda do Governo Federal.

O FIES permite cursar uma faculdade particular hoje e pagar as prestações bem depois da formatura, com juros baixos e prazo a perder de vista. É um programa importante de inclusão de pessoas de baixa renda no ensino superior.

Como se trata de um processo seletivo aos moldes do Sisu e do ProUni, muita gente se pergunta se existem cotas no FIES 2016 e como elas funcionam. Se você também tem essa dúvida, confira nosso guia a seguir!

As cotas do FIES 2016

O FIES 2016 não oferece a opção de cotas. O programa vem passando por uma série de mudanças nos últimos anos. As regras para conseguir o benefício tornaram-se mais rígidas e a quantidade de financiamentos diminuiu bastante.

Mesmo quando passou a ser um processo seletivo, em 2015, o Governo Federal resolveu manter o benefício aberto a qualquer estudante de baixa renda que teve um bom desempenho no Enem, independente de cor, formação escolar e deficiência.

Para concorrer ao FIES, basta ter feito qualquer edição do Enem a partir de 2010 com o mínimo de 450 pontos na média das provas e nota acima de zero na redação. A renda familiar bruta mensal máxima permitida para entrar no Programa é de três salários mínimos por pessoa.

O FIES pode até não oferecer cotas, mas a prioridade na concessão de financiamentos vai para estudantes que, além de apresentarem as maiores notas no Enem, ainda não tenham diploma de curso superior.

Processos seletivos que oferecem vagas por cotas em 2016

Além da Lei de Cotas, seguida por todas as instituições públicas de ensino superior que fazem o vestibular tradicional para selecionar os candidatos, as ações afirmativas (cotas) estão presentes em dois processos seletivos do Governo Federal:

  • No Sisu, que distribui vagas em instituições públicas de ensino superior com base na nota do Enem.
  • No ProUni, que oferece bolsas de estudos parciais e integrais em faculdades particulares a estudantes de baixa renda.

Pelo sistema de cotas, os estudantes que se declaram pretos, pardos ou indígenas, aqueles que têm deficiência ou são egressos de escola pública podem concorrer às vagas reservadas. A seleção para o Sisu e o ProUni acontece sempre no primeiro e no segundo semestre do ano.

Mitos e verdades sobre as cotas

Aproveitando que estamos falando sobre cotas, conheça alguns mitos e verdades sobre essa modalidade tão polêmica nos processos seletivos do Governo Federal.

Mitos

  • É mais fácil entrar por cotas.
  • Tem menos concorrência.
  • A nota de corte é mais baixa.
  • Beneficia quem estudou menos.

Verdades

  • As cotas podem ser tão concorridas quanto a ampla concorrência.
  • Em alguns casos, a nota de corte é até mais alta!
  • Mais vagas do Sisu são disputadas por quem estudou em escola pública do que por quem é negro, pardo, indígena ou tem deficiência.
  • As cotas diminuem a exclusão histórica a que certos grupos sociais foram submetidos no Brasil e oferecem uma importante possibilidade de entrada no ensino superior (e, por consequência, no mercado de trabalho).

Tanto na ampla concorrência quanto nas ações afirmativas, as notas de corte têm se mostrado quase as mesmas nos processos seletivos do Governo Federal que oferecem essa modalidade. Em 2016, a diferença entre as notas mínimas para entrar num curso pelo sistema de cotas ou ampla concorrência do Sisu foi de no máximo 4%. É um valor muito pequeno se considerarmos que muita gente ainda pensa que entrar por cotas é mais fácil!

A concorrência é calculada com base no número de alunos inscritos na mesma instituição, curso, turno e modalidade.

Como são escolhidos os candidatos ao FIES 2016?

Na disputa por um financiamento estudantil, leva o benefício quem tiver nota mais alta no Enem. Mas o FIES tem algumas regrinhas para garantir que quem irá ser contemplado é quem mais precisa de ajuda para entrar na faculdade e melhorar de vida.

Por isso, não é só a nota mais alta que conta. A prioridade do financiamento vai para quem ainda não tem um curso superior.

Com ou sem diploma, todo mundo que concorre ao FIES precisa comprovar renda familiar bruta mensal de no máximo três salários mínimos por pessoa.

Principais etapas do FIES 2016

Se você está participando do FIES 2016, guarde as principais datas da seleção para não perder nenhuma etapa:

  • 24 a 29 de junho: Inscrições.
  • 30 de junho: Divulgação da lista dos aprovados no FIES 2016. A relação pode ser acessada no site do FIES ou diretamente na faculdade escolhida pelo candidato.
  • 5 dias úteis a partir de 1° de julho: Os aprovados em primeira chamada devem se inscrever no SisFies e prover todas as informações necessárias para pedir o financiamento. Em seguida, devem comprovar os documentos na universidade onde conseguiram o benefício e no banco para assinar o contrato de financiamento.
  • Todos os dias depois do resultado: Quem ficou em lista de espera deve dar uma olhada no sistema de seleção do FIES diariamente para saber se conseguiu a vaga. Caso consiga, o MEC dá apenas cinco dias úteis para o pré-selecionado efetuar todos os procedimentos de matrícula e pedir de financiamento. O tempo é curto e quem não se disciplinar para acessar o sistema pode perder essa chance. O sistema não avisa quando a vaga é aberta.

Não custa reforçar: quem não seguir o calendário à risca perde o benefício e só poderá concorrer novamente na próxima edição do FIES.

Faculdades que participam do FIES

A lista completa de todos os cursos oferecidos e instituições participantes de cada edição do FIES só é disponibilizada quando abrirem as inscrições. Conheça algumas faculdades que costumam participar do FIES:

Veja também:

Conheça as datas do FIES 2016

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