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Entenda se é possível solicitar o FIES com o nome sujo

Descubra se você pode financiar um curso superior pelo FIES se tiver alguma restrição cadastral!

A gente sabe que, no Brasil, quem se forma em uma boa faculdade tem mais chances de melhorar de vida, ganhar salários maiores e crescer no mercado de trabalho.

Só que nem todo mundo consegue passar em uma universidade pública ou bancar as mensalidades de uma faculdade particular. Nesses casos, buscar um financiamento estudantil pode ser uma saída interessante para entrar de vez no ensino superior.

O Fundo de Financiamento Estudantil (FIES) é uma dessas alternativas. Com juros baixos e vagas em cursos de diferentes áreas do conhecimento, é um programa do governo federal.

Mas, claro, nem tudo são flores. O governo é exigente nos requisitos para concessão do crédito e somente quem se encaixa direitinho nos critérios pode entrar na disputa.

No meio de tudo isso, como fica quem tem o nome sujo? Vai conseguir pedir o FIES ou precisará regularizar a situação antes de tentar o financiamento?

Se você está nessa situação, ou conhece alguém que esteja, acompanhe o texto a seguir! Nele a gente revela como participar do FIES, independentemente de sua situação financeira.

Como funciona o FIES

O FIES é um financiamento estudantil de longo prazo. Dependendo do tipo de contrato, pode ter juro zero ou uma taxa acessível, bem abaixo do que é cobrado em empréstimos bancários.

Para ganhar o benefício é preciso passar por um concorrido processo seletivo e cumprir todas as etapas de validação de informações e apresentação de documentos.

Diferentemente do ProUni, que é um programa de bolsa de estudos, no FIES o estudante terá que devolver o valor do empréstimo ao Governo.

Tudo é regulado por meio de um contrato que o candidato selecionado assina junto ao banco – que exige um fiador ou um grupo de fiadores como garantia para o pagamento das parcelas.

Mas será que isso é o bastante para permitir que as pessoas com o nome sujo consigam solicitar o FIES?

Quem tem nome sujo pode participar do FIES?

Existem alguns casos em que estudantes com nome sujo podem, sim, solicitar o FIES.

Até pouco tempo atrás, o MEC exigia que todos os candidatos ao FIES tivessem o nome limpo. Como essa medida restringia bastante o acesso das pessoas que mais necessitavam da ajuda do programa, acabou sendo derrubada.

Mas, claro, nem tudo é tão simples quanto a gente imagina. A resposta mais correta é: depende da situação!

Vamos entender direitinho como é possível utilizar o FIES em caso de nome sujo.

  • Desde 2013 o MEC liberou a participação no FIES das pessoas que têm restrição de crédito. Elas podem participar da seleção, ser aprovadas, levar a documentação na faculdade mas, na hora de assinar o contrato de financiamento junto ao banco, não poderão usar os mecanismos de fiança solidária ou convencional permitidos aos demais alunos.
  • Para assinar o contrato do FIES o candidato com nome sujo terá, obrigatoriamente, que aderir ao Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo (FGEDUC), também chamado de Fundo Garantidor – uma espécie de fiador do contrato. E isso só será possível se a faculdade escolhida tiver aderido a essa modalidade.
  • Para solicitar o apoio do Fundo Garantidor, o candidato precisa ter concorrido ao financiamento em um curso de licenciatura (que forma professores) ou comprovar renda familiar bruta mensal de até um salário mínimo e meio por pessoa.
  • Alternativamente, pode aderir ao FGEDUC o candidato que já tiver bolsa parcial do Programa Universidade para Todos (ProUni) e tenha conseguido o FIES para pagar o restante da mensalidade, no mesmo curso e faculdade.

Quem não pode solicitar o FIES com nome sujo

Além de não poder participar do modelo tradicional de fiança ou da fiança solidária (fiança em grupo), existe uma situação em que o candidato com nome sujo estará totalmente impedido de solicitar o FIES: caso ele esteja inadimplente com o Programa de Crédito Educativo (PCE/CREDUC) do Governo Federal. Quem estiver nessa situação não pode nem recorrer ao Fundo Garantidor.

Se for o seu caso, é melhor tratar de resolver o problema antes de tentar participar do FIES.

As mudanças recentes no FIES interferem na questão do nome sujo?

O FIES sofreu uma outra grande mudança em julho de 2017. Quem está com o nome sujo e pensa em financiar um curso superior a partir de 2018 deve estar com uma pulga atrás da orelha, pensando: o que muda?

Bom, até agora o governo anunciou apenas as mudanças mais superficiais no FIES. O programa passa a ter três modalidades diferentes de financiamento e a renda mínima para participar também é outra. Mas o fato é que ainda não se tem detalhes sobre mudanças no tema da “idoneidade cadastral”, que trata desta questão.

O que muda com o novo FIES?

As mudanças mais profundas no FIES, ocorridas em julho de 2017, têm a ver sobretudo com a renda familiar do candidato. Se antes era limitada a três salários mínimos por pessoa do mesmo núcleo familiar, agora o governo estendeu o programa para quem apresentar renda familiar bruta mensal de até cinco salários mínimos por pessoa.

Conheça um pouco de cada modalidade do novo FIES:

  • FIES 1 – O FIES 1 será destinado a estudantes com renda familiar bruta mensal de até três salários mínimos por pessoa. O grande diferencial aqui é que o aluno poderá fazer o empréstimo a juro zero (será cobrada somente a correção da inflação). Esta modalidade deve abranger um terço de todos os financiamentos oferecidos.
  • FIES 2 – O FIES 2 é voltado àqueles que têm renda familiar bruta mensal de até cinco salários mínimos por pessoa. Os juros devem ser mais baixos do que os praticados atualmente, na casa dos 3%. Os benefícios serão distribuídos prioritariamente por cidades das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil.
  • FIES 3 – Esta é a única modalidade que ainda não está bem definida pelo MEC. O que se sabe até agora é que os juros continuam baixos e que a renda familiar bruta mensal permitida também é de até cinco salários mínimos por pessoa.

Outras novidades do novo FIES incluem:

  • Mudança no prazo de carência: passa de 18 meses após a formatura para quando o estudante conseguir emprego formal.
  • A parcela da dívida não poderá ultrapassar 10% da renda do estudante.
  • O valor da mensalidade do FIES poderá ser descontado da folha de pagamento.
  • Não há mais limite para o valor da mensalidade que pode ser financiada (antes era de R$ 5 mil).

O restante continua como estava: para participar, o candidato precisa ter feito o Enem e obtido pelo menos 450 pontos na média das provas e nota acima de zero na redação. Vale usar qualquer edição a partir de 2010.

Onde estudar com financiamento do FIES

Se você está com o pé atrás em relação ao FIES, fique tranquilo: o programa só trabalha com faculdades e cursos bem avaliados pelo Ministério da Educação (MEC). Essa é a garantia de que você irá investir em uma formação de qualidade, e vai ter muito mais chances de assegurar seu lugar no mercado de trabalho.

São centenas e centenas de faculdades participantes.

Para facilitar sua busca, encontramos algumas instituições de renome que costumam oferecer vagas pelo FIES:

Veja também:

Saiba que nota você precisa tirar no ENEM para conseguir FIES

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