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Conheça os 3 tipos de contrato do FIES

Veja o que mudou e quem pode participar dos novos modelos de financiamento do FIES!

Faz pouco tempo que o Fundo de Financiamento Estudantil, o FIES, passou por mais uma grande reformulação.

E se você está estranhando os “3 tipos de contrato do FIES” no título deste artigo, a gente explica: é que agora o programa conta com três categorias diferentes de financiamento. Elas foram criadas para fazer com que o benefício chegue às pessoas e regiões que mais precisam.

O FIES, você sabe, financia cursos superiores a juros baixos e oferece um prazo longo para o pagamento da dívida.

A pergunta que você deve estar se fazendo agora é: essa mudança é positiva para mim? Será que vou poder participar do FIES? Que tipo de contrato vou ter que pedir?

Para responder a essas questões, fomos conhecer os três tipos de contrato do FIES, descobrimos quem pode participar e encontramos boas faculdades que participam do programa!

Confira tudo a seguir!

Os três tipos de contrato do FIES

No segundo semestre de 2017 o Ministério da Educação (MEC) resolveu promover algumas mudanças no FIES.

Agora o programa oferece três tipos de contrato – cada um destinado a um público-alvo diferente.

Conheça os detalhes:

FIES 1: Nesse modelo, os contratos serão concedidos aos participantes que comprovem renda familiar bruta mensal de até três salários mínimos por pessoa. A grande vantagem aqui é a taxa de juros, que será de 0% ao ano. Isso mesmo: juro zero! A ideia é facilitar a obtenção do financiamento aos participantes que mais precisam. O MEC determinou que cerca de um terço de todos os financiamentos oferecidos por ano serão destinados a esse perfil.

FIES 2 : O segundo tipo de contrato do FIES também é uma novidade. Com ele, vai ser possível financiar o curso com juros mais baixos do que os que eram cobrados até 2017. Agora, em vez de 6,5%, quem conseguir o financiamento nesse modelo vai pagar menos da metade: 3% ao ano. Um detalhe importante é que esse tipo de financiamento está disponível apenas para candidatos que moram nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país. O motivo disso é que esses locais ainda carecem de profissionais de nível superior. Para participar é preciso comprovar renda familiar bruta mensal de até cinco salários mínimos por pessoa.

FIES 3: Os contratos do FIES 3 serão destinados a candidatos de todo o país que apresentem renda familiar bruta mensal de até cinco salários mínimos por pessoa. Os juros cobrados serão de cerca de 6,5% ao ano – tal qual acontecia até o segundo semestre de 2017.

Veja a seguir tudo o que mudou no FIES.

Entenda o que mudou nos contratos do FIES

A mudança mais significativa no novo FIES foi mesmo o limite de renda para participar.

Antes, era preciso apresentar renda familiar bruta mensal de até três salários mínimos por pessoa. Agora o MEC ampliou a participação no programa e, com isso, a renda máxima permitida também subiu.

Esse lance de renda familiar bruta mensal é um tanto confuso para os marinheiros de primeira viagem. Para entender, imagine a situação: digamos que você queira tentar o FIES e na mesma casa que você moram seu pai, sua mãe e seu irmão mais velho.

A renda bruta mensal de cada um, incluindo a sua, deve ser somada e dividida pelo número de integrantes do grupo familiar (no caso, são quatro). O resultado não pode ultrapassar o valor correspondente a cinco salários mínimos.

No mais, o FIES está com as seguintes novidades:

  • O programa deixa de ter limite no valor da mensalidade, que antes era de até R$ 5 mil. Pode parecer muito, mas para os interessados em financiar cursos altamente custosos, como Medicina, essa regra era um problema.
  • O sistema de pagamento das mensalidades também está diferente. Se antes o candidato começava a pagar a dívida do financiamento um ano e meio depois da formatura, agora ele vai começar a quitar as parcelas assim que se formar e conseguir emprego. O valor cobrado não será superior a 10% do seu salário.

Como é o processo para obter um contrato do FIES

Foi-se o tempo em que bastava preencher um formulário e apresentar alguns documentos para conseguir o FIES. Agora o financiamento passou a ser concedido mediante um concorrido processo seletivo, que usa a nota do Enem como critério principal.

Para participar, o candidato precisa:

  • Ter feito qualquer edição do Enem a partir de 2010, com desempenho de pelo menos 450 pontos na média das provas e nota acima de zero na redação.
  • Ter renda familiar bruta mensal de até cinco salários mínimos por pessoa, como já citamos acima.

As inscrições para o processo seletivo ocorrem duas vezes por ano e o programa oferece, em média, 300 mil vagas de financiamento anualmente.

No primeiro semestre é distribuída a maior quantidade de contratos. A seleção abre entre o final de janeiro e o início de fevereiro, normalmente. A edição do segundo semestre acontece entre o final de julho e o começo de agosto.

Independentemente da que você escolher, será preciso seguir o mesmo procedimento.

Na data apontada pelo MEC, o candidato poderá acessar o site do FIES Seleção, informar o CPF, criar uma senha e preencher alguns dados pessoais.

Entre as opções disponíveis, é preciso escolher a instituição onde quer estudar e o curso que quer fazer.

O maior trunfo do candidato aqui é a nota do Enem. Quanto mais alta, maiores as chances de se dar bem. Cada curso tem uma nota de corte que pode ir mudando conforme novos inscritos vão entrando. É preciso ficar de olho nessa nota de corte parcial para não perder a vaga. Se ela se tornar mais alta do que a sua nota no exame, será preciso procurar outra opção.

Depois que o candidato é aprovado na seleção do FIES ele terá que enfrentar uma pequena maratona burocrática até a assinatura definitiva do contrato. Veja a seguir como isso é feito.

As etapas para conseguir um contrato do FIES

Passar no disputado processo seletivo é apenas o primeiro passo para conseguir contratar o FIES. Depois disso, o candidato terá que cumprir outras três etapas até obter o tão desejado financiamento.

Entenda:

  1. Assim que é aprovado, o candidato ganha alguns dias para fazer um cadastro longo e detalhado em um sistema chamado SisFIES. Lá ele terá que fornecer informações pessoais, de renda, de escolaridade, etc.
  1. Na sequência, terá que levar toda a documentação informada no SisFIES para ser validada junto a uma comissão especial da faculdade onde solicitou financiamento. Essa é uma medida importante para evitar fraudes no sistema.
  1. Por fim, depois de ter toda documentação aprovada pela comissão, o candidato recebe o aval para seguir até uma agência bancária conveniada e assinar o contrato do financiamento. Aqui ele ainda terá outros desafios burocráticos, já que o FIES exige a apresentação de um fiador ou, dependendo do perfil financeiro do candidato, que ele faça adesão a um sistema de fiança coletiva ou a um fundo específico.

Caso todas as etapas sejam cumpridas, o financiamento passa a valer logo em seguida.

Onde usar o seu contrato do FIES

Você só pode financiar um curso pelo FIES em faculdades bem avaliadas pelo MEC. Essa regra é uma bela garantia de que o seu investimento não será em vão e que seu diploma será aceito no mercado de trabalho.

São inúmeras instituições particulares participantes – tantas que às vezes a gente não dá conta de escolher direito.

Por isso é tão importante chegar ao processo seletivo com uma boa faculdade em mente.

Para ajudar você nessa escolha, a gente foi atrás de algumas instituições que, além de presença em quase todo o Brasil, ainda oferecem cursos em diferentes campos do conhecimento.

Anote aí:

Veja também:

Como utilizar o FIES para pagar a faculdade?

Está de olho num contrato do FIES? Qual curso você pensa em financiar? Conte para a gente aqui nos comentários!

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