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Universidades Públicas Paulistas Aderem ao Sistema de Cotas

Você sabia que as universidades paulistas aderiram ao sistema de cotas? Saiba mais sobre o projeto de cotas das instituições públicas!

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As universidades paulistas USP, Unesp e Unicamp estão preparando um programa para aumentar o número de alunos dentro de suas classes vindos de escolas públicas.

A principal proposta é selecionar os melhores alunos nos cursos semipresenciais, com duração de 2 anos, para ingressarem nos cursos de graduação.

Ao final do curso semipresencial o aluno terá 50% das vagas para disputar nos cursos tradicionais das instituições de ensino superior estaduais paulistas. Essa medida passou a ser desenvolvida a pedido do governador Geraldo Alckmin, que informou aos dirigentes das instituições que essas universidades não poderiam deixar os seus cursos de graduação fora do sistema de cotas.

Projeto

No projeto paulista, os estudantes serão selecionados para o curso superior e semipresencial, a partir dos resultados obtidos no ENEM ou pelo Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (SARESP).

Os cursos semipresenciais serão ministrados pela Universidade Estadual Virtual (Univesp). Após formados, os candidatos irão disputar por vagas reservadas, apenas para eles, nas graduações tradicionais das universidade e das Fatecs. As notas obtidas durante todo o curso semipresencial que serão usadas na seleção para as graduações.

A intenção do projeto é deixar os estudantes oriundos de escolas públicas em condições parecidas à dos melhores alunos das escolas particulares.

Durante o curso semipresencial os estudantes selecionados deverão ter bolsa de estudos, para que não tenham outra preocupação, a não ser os estudos.

Dúvidas

Ainda há dúvidas entre os dirigentes das universidades se haverá algum benefício extra considerando os critérios raciais dos candidatos.

Inicialmente, não está previsto que as instituições aumentem o número de vagas nos vestibulares para atender aos estudantes oriundos dos cursos semipresenciais. Desta forma, haverá menos vagas para os alunos da rede privada.

Para qualquer alteração no projeto é necessário a aprovação de todos os conselhos universitários. Os órgãos colegiados são tradicionalmente resistentes à ideia de reservas de vagas, pois entendem que as cotas podem ferir o princípio do sistema acadêmico.

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