dcsimg

Biologia Marinha: profissão, carreira e mercado de trabalho

Tem vontade de ser um biólogo marinho? Confira aqui tudo sobre a profissão, o mercado de trabalho e o que estudar para chegar lá!

A Biologia Marinha é uma profissão para apaixonados. Pesquisar a vida do ambiente marinho é a principal tarefa desse profissional, mas trabalhar em empresas, cuidando de temas ambientais, é uma de suas muitas possibilidades de atuação.

O biólogo marinho vem ganhando cada vez mais espaço e importância no mercado de trabalho. O aquecimento global e a poluição dos oceanos são alguns dos problemas do mundo atual cujo impacto esses profissionais podem ajudar a minimizar.

Confira a seguir como é a profissão de biólogo marinho, onde ele pode trabalhar, quanto ganha e o que estudar para chegar lá!

O que faz um biólogo marinho

O biólogo marinho estuda os seres vivos que habitam os ecossistemas marinhos, incluindo aí não apenas os oceanos, mas também ambientes como as zonas de mangue, praias, costões, recifes, estuários, atóis e todos os lugares onde pode florescer a vida marítima.

O dia a dia de um biólogo marinho pode variar bastante de acordo com a empresa em que trabalha e com o caminho escolhido por ele. Sua atuação pode ser tanto no âmbito público quanto no privado. Dentre as muitas funções possíveis, citamos algumas:

  • Consultor de pesca em empresas públicas ou privadas. Seu papel é avaliar e orientar quanto a políticas de gestão pesqueira, levando em consideração a população das espécies de peixes e outros animais marinhos, para que a extração seja sustentável.
  • Consultor em empreendimentos de aquicultura – criação de peixes e outras espécies marinhas para comércio e consumo humano. Seu objetivo é aumentar a qualidade do produto e garantir a sustentabilidade do negócio.
  • Atuar na área de proteção e educação ambiental, seja em iniciativas públicas, privadas ou em Organizações Não Governamentais (ONGs), como o Projeto Tamar, Projeto Baleia Franca, Projeto Baleia Jubarte e tantos outros que lutam pela defesa das espécies marinhas e seus habitats.
  • Dedicar-se à pesquisa. Pode trabalhar em laboratórios, universidades, institutos de pesquisa e também em campo (na própria natureza), coletando dados, estudando os hábitos das espécies e criando projetos de preservação.
  • Dar aulas no ensino médio ou superior, dependendo de sua trajetória profissional e acadêmica.
  • Trabalhar em zoológicos, aquários e outras instituições que mantenham animais marinhos em cativeiro, bem como em empresas de mergulho e expedições marítimas, orientando e esclarecendo os clientes sobre o meio ambiente e as espécies.

Em seu trabalho, o biólogo marinho deve demonstrar profundos conhecimentos não somente sobre os animais e plantas que vivem no mar, mas também sobre variáveis ambientais como salinidade, níveis de acidez do meio aquático (pH), profundidade, pressão, iluminação, movimento de ondas e marés, entre outros fatores que impactam a vida marinha.

Quanto aos seres vivos, eles não se resumem a peixes e grandes animais, como golfinhos e baleias. A diversidade marinha é enorme e relativamente pouco conhecida se comparada aos animais terrestres. Só para citar alguns dos seres que são objetos de estudo do biólogo marinho, temos os crustáceos, os moluscos, os corais, as algas e uma infinidade de seres microscópicos, como os plânctons, os zooplânctons e os fitoplânctons.

É bastante provável que o biólogo marinho trabalhe em equipes multidisciplinares, compostas por oceanógrafos, zoólogos, botânicos, geólogos e outros profissionais especializados. Cada um tem o papel de contribuir em sua área específica, mas, em geral, todos compartilham um ideal que os levou a escolher carreiras que têm em comum o amor à vida e às espécies vegetais e animais.

O mercado de trabalho para o biólogo marinho

O mercado para o biólogo marinho é promissor e está em ascensão. Isso porque cada vez mais as preocupações ambientais estão em pauta em empresas e governos. Para assessorar empresários e orientar a elaboração de normas legislativas, a participação do especialista é fundamental.

Além disso, estão em alta também as pesquisas ambientais e o apoio a projetos que estudam e defendem os ecossistemas ameaçados pelo avanço da industrialização e o consequente aquecimento global. Então, seja como consultor ou pesquisador, o biólogo marinho é um profissional requisitado.

Naturalmente, os principais mercados estão nas cidades do litoral brasileiro, mas também há possibilidades em capitais do interior do país, para o trabalho de pesquisa em laboratório, na atividade docente em universidades ou no ensino médio, por exemplo.

Quanto ganha um biólogo marinho?

Segundo o Guia de Profissões e Salários do site Catho, a média nacional para um biólogo é de R$ 2.600. Esse é um número médio, que não considera particularidades como o porte da empresa, a região do país e o tempo de experiência.

O Site Nacional de Empregos (SINE) já especifica mais a informação. De acordo com o levantamento do SINE, um biólogo em começo de carreira, em uma empresa de médio porte, recebe cerca de R$ 2.500. Já os rendimentos de um profissional com mais de seis anos de mercado podem ultrapassar os R$ 6.000 mensais em uma empresa de grande porte. E com o passar dos anos e o aumento das responsabilidades, um biólogo pode chegar a receber um salário de cerca de R$ 8.000.

Como se tornar um biólogo marinho

Biologia Marinha é um curso relativamente novo nas faculdades brasileiras. Antes de surgir essa graduação específica, o estudante tinha que se graduar em Ciências Biológicas para depois fazer uma especialização em Biologia Marinha. Esse caminho continua valendo, e por isso vamos comentar aqui sobre as duas possibilidades:

  • Graduação direta em Biologia Marinha
  • Graduação em Ciências Biológicas + especialização em Biologia Marinha

A graduação em Biologia Marinha é oferecida em poucas universidades. Podemos citar aqui a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Ambos os cursos são presenciais, ou seja, essas graduações ficam restritas a quem reside no Rio de Janeiro ou em Florianópolis.

Então, o caminho da graduação em Ciências Biológicas é o mais viável em grande parte dos casos. A oferta desse curso é bastante ampla em todo o Brasil: são cerca de mil opções em universidades públicas e privadas, nas modalidades presencial ou a distância e nos graus de bacharelado e de licenciatura. E aqui cabe um rápido esclarecimento.

  • O bacharelado pode durar de 4 a 5 anos. Forma biólogos com conhecimentos aprofundados e uma visão generalista da profissão, a partir de uma grade curricular abrangente.
  • A licenciatura é um pouco mais curta: dura cerca de quatro anos e forma professores de Ciências ou Biologia. Por isso, algumas matérias voltadas à pedagogia e à didática fazem parte do curso.

Seja qual for a sua escolha (bacharelado ou licenciatura), é fundamental verificar se a instituição está credenciada pelo Ministério da Educação (MEC) para oferecer o curso, o que garante a validade do diploma.

Ao se formar, você terá que se inscrever no Conselho Regional de Biologia (CRBio) de seu estado, condição obrigatória para o exercício da profissão. E, então, poderá pensar em fazer uma especialização em Biologia Marinha.

Esse curso de especialização também não é oferecido em grande número no Brasil. Mas observa-se, pouco a pouco, um maior interesse das instituições de ensino em investir nessa área, já que o mercado de trabalho mostra-se favorável a esse tipo de profissional especializado.

Em algumas universidades que oferecem a graduação em Ciências Biológicas é possível fazer uma pós-graduação stricto sensu (mestrado ou doutorado) em Biologia Marinha, Oceanografia, Aquicultura e áreas correlatas.

Onde estudar Ciências Biológicas

Confira algumas instituições autorizadas pelo MEC a oferecer o curso de Ciências Biológicas:

Veja também:

Biologia: carreira, profissão e mercado de trabalho

O que você achou da carreira de biólogo marinho? Conte para nós aqui nos comentários!

Compartilhar
Facebook Twitter Google Linkedin