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Quanto ganha um Biólogo Marinho?

Você sabe quanto ganha um Biólogo Marinho? Conheça mais a profissão, o mercado de trabalho e a média salarial deste profissional!

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O biólogo marinho estuda a composição natural e a biodiversidade dos organismos em ambientes aquáticos (marítimos, fluviais, lacustres) e em ambiente natural, cativeiro, ou laboratório.

A importância do biólogo marinho vem sendo cada vez mais reconhecida além do ambiente escolar e acadêmico. As mudanças pelas quais o planeta vem passando (aquecimento global, o aumento do nível do mar, o impacto da poluição no ecossistema), a necessidade de preservar oceanos e a vida no planeta abrem novos campos de atuação para este profissional.

O biólogo marinho é uma figura-chave para garantir a continuidade da vida humana no planeta nos próximos anos.

Descubra quanto ganha um biólogo marinho, qual a média salarial e como está o mercado de trabalho para este profissional!

Salário médio de um Biólogo Marinho

Os biólogos (e também o biólogo marinho), embora tenham a profissão regulamentada desde 1979, ainda não contam com  piso salarial para os profissionais, ao contrário do que ocorre com outras profissões regulamentadas.

No Brasil, a média salarial de um biólogo varia bastante. Um profissional em início de carreira recebe em média R$ 960. Com mais experiência e tempo de serviço, pode chegar a R$ 4.500. A média nacional fica em R$ 2.080.

O Conselho Federal de Biologia (CFBio), que também cuida da profissão de biólogo marinho, recomenda o mesmo piso salarial de outras categorias de nível superior regulamentadas. Sendo assim, o salário de um biólogo marinho deveria ser, segundo o CFBio, equivalente ao de um engenheiro. Ou seja:

  • 6 salários mínimos para a jornada de 30 horas semanais – equivalente a R$ 4.728.
  • 8,5 salários mínimos para a jornada de 40 horas semanais – equivalente a R$ 6.698.

No entanto, a lei que regulamenta a profissão de Biólogo é um projeto de iniciativa de um parlamentar, e não do Executivo. Por isso, os valores de referência não estão previstos na lei. Os vencimentos propostos pelo CFBio são sugestões para diminuir a disparidade de salários na profissão.

Existe um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados desde 2013 que dispõe sobre a jornada, condições de trabalho e piso salarial dos biólogos. Nela propõe-se uma carga horária semanal de 36 horas e um salário equivalente a cinco salários mínimos, ou R$ 3.940. Essa proposta ainda não foi aprovada.

No serviço público, o biólogo recebe uma remuneração melhor. A Petrobras, por exemplo, está  sempre em busca de profissionais para desenvolvimento de estudos e relatórios de impacto ambiental marinho em novos campos de exploração. Para cargos iniciantes, a remuneração é de R$ 6.000 e evolui gradativamente para cargos que exigem maior especialização.

Um dos concursos públicos mais disputados do Brasil é o do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis), que oferece oportunidades para analistas ambientais com vencimentos de R$ 5.500.  O ICMBIo (Instituto Chico Mendes), órgão do Governo Federal que trata da criação de unidades de preservação ambiental, oferece salários acima de R$ 7.000 para os biólogos marinhos.

Outra fonte de oportunidades são as Organizações Não-Governamentais (ONGs) que trabalham com preservação da vida marinha.  Algumas chegam a oferecer salários próximos aos dos encontrados no serviço público. No Brasil, a Tamar (Fundação Centro Brasileiro de Proteção e Pesquisa das Tartarugas Marinhas) é uma das mais conhecidas do gênero, junto à SOS Mata Atlântica, WWF-Brasil e Projeto Peixe-Boi Marinho.

Sobre a carreira de Biólogo Marinho

A carreira de biólogo é regulamentada pela Lei Nº 6.684, de 3 de setembro de 1979, que garante o exercício da profissão somente àqueles que possuem diploma na área.  O profissional deve cadastrar-se nos conselhos regionais de biologia do seu estado.

O biólogo marinho pode exercer atividades como:

  • Pesquisa e monitoramento da situação de mares, lagoas e rios.
  • Consultoria em estudos e relatórios de impacto ambiental.
  • Ensino (fundamental, médio, pré-vestibular e superior), cursos de extensão universitária e treinamento.
  • Coordenação de equipes.
  • Estudo de viabilidade técnica, econômica e socioambiental.
  • Análise laboratorial, vistoria, perícia, avaliação e parecer técnico.
  • Projetos de preservação da vida marinha.
  • Projetos de educação ambiental.
  • Desenvolvimento de projetos de proteção ambiental e recuperação de áreas degradadas.

O mercado tem se mostrado favorável aos biólogos marinhos. A crescente preocupação com a preservação e manutenção da vida nos oceanos e a necessidade de desenvolver projetos ambientalmente responsáveis levou à procura por mais profissionais da área. Hoje, é possível encontrar oportunidades em diversas instituições:

  • Empresas privadas da área de pesca e culturas marinhas
  • Universidades e Centros de Pesquisa
  • Empresas exploradoras de petróleo, gás natural e outros recursos minerais em solo marinho
  • ONGs
  • Educação Ambiental
  • Empresas de ecoturismo

Como profissão que requer pesquisa e atualização contínua, o biólogo marinho deve investir em cursos de pós graduação (especializações, mestrado e doutorado) para manter-se competitivo no mercado de trabalho.

Como se tornar um Biólogo Marinho

No Brasil, os cursos de biologia marinha são, em sua maioria, oferecidos como uma especialização para quem já estudou Ciências Biológicas. Aos poucos, o crescimento da demanda por esses profissionais amplia a oferta de cursos de graduação direta na área.

Hoje já é possível encontrar instituições públicas e privadas que oferecem a graduação direta, principalmente na modalidade bacharelado (alguns também oferecem licenciatura). Os cursos ainda estão concentrados nas regiões sul e sudeste do Brasil. Veja onde estudar:

Veja também:

Curso de Biologia

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