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Quanto ganha um Engenheiro de Alimentos?

Você sabe quanto ganha um Engenheiro de Alimentos? Conheça mais sobre a profissão, o mercado de trabalho e a média salarial destes profissionais!

engenharia de alimentos

O Engenheiro de Alimentos é responsável por todas as etapas do processo de transformação e industrialização de alimentos. Ele atua na seleção, conservação, controle de qualidade e fiscalização do produto alimentício.

O Brasil é um dos maiores produtores agrícolas do mundo e possui grandes complexos de beneficiamento de alimentos em quase todas as regiões do País. A Engenharia de Alimentos é, portanto, uma profissão em alta.

Além da indústria alimentícia, há emprego para engenheiros de alimentos em organizações como:

  • Empresas de distribuição e venda de alimentos
  • Redes de fast food
  • Órgãos públicos de pesquisa, vigilância e fiscalização sanitária,
  • Ministérios
  • Laboratórios
  • Universidades
  • Institutos de pesquisa

Salário Mínimo Profissional do Engenheiro de Alimentos

A profissão de Engenheiro é regida pela  Lei 4.950/A, de 1966, que regulamentou a jornada e remuneração dos profissionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia. Os engenheiros são, portanto,  trabalhadores que contam com um Salário Mínimo Profissional (SMP) definido por lei, válido em todo o País. O SMP está vinculado ao salário mínimo vigente e varia de acordo com a jornada diária de trabalho.

  • Jornada de 6 horas: 6 salários mínimos
  • Jornada de 8 horas: 8,5 salários mínimos

Média salarial do Engenheiro de Alimentos

A Engenharia de Alimentos é uma profissão bem remunerada, com uma média de salários acima de R$ 3.000 para iniciantes, R$ 10.000 para profissionais com cargos intermediários e até R$ 20.000 no auge da carreira.

Os valores mudam de acordo com o tempo de experiência e  conhecimentos específicos. Engenheiros capazes de conciliar habilidades técnicas e gerenciais (capacidade de comunicação e relacionamento, visão estratégica ) são cada vez mais procurados pelas empresas.

Assim, cargos de alta responsabilidade, como Diretor de Logística ou  Diretor de Engenharia –  que podem ser desempenhados por um Engenheiro de Alimentos – chegam a ultrapassar os 60 salários mínimos.

Veja na lista abaixo, extraída de um estudo feito pela consultoria Robert Half, os valores médios pagos pelas grandes empresas a esses profissionais:

  • Diretor de Supply Chain (logística): entre R$ 25.000 e R$ 50.000
  • Diretor de Engenharia: entre R$ 25.000 e R$ 47.000
  • Diretor de Operações: entre R$ 18.000 e R$ 42.000
  • Gerente de Projetos: entre R$ 6.000 e R$ 25.000
  • Gerente de Melhoria Contínua: entre R$ 12.000 e R$ 26.000
  • Engenheiro de P&D/Projetos/Planejamento: entre R$ 6.000 e R$ 13.300

(Fonte: Robert Half 2016 Salary Guide)

Os concursos públicos oferecem aos engenheiros de alimentos uma quantidade razoável de vagas todos os anos. A maior oferta está nas prefeituras e órgãos estaduais pelo interior do país, com salários iniciais na faixa dos R$ 4.000, sem contar gratificações e abonos.

Em órgãos federais as vagas são menos abundantes, mas a remuneração geralmente é mais alta. Os principais contratantes, neste caso, são:

  • Ministérios: Ministério de Desenvolvimento Agrário,  Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
  • Órgãos de fiscalização e controle:  como o CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento) e  ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
  • Instituições de Pesquisa e Desenvolvimento: como a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias).

Sobre a carreira de Engenheiro de Alimentos

Faça um passeio rápido pelo supermercado do seu bairro e observe a imensa oferta de alimentos dispostos nas prateleiras. Em cada um desses produtos existe o trabalho de um engenheiro de alimentos. É dele a responsabilidade de operacionalizar e fiscalizar todas as etapas da industrialização daquilo que compramos para comer, desde a escolha dos ingredientes até a embalagem final.

Além da indústria, supermercados, redes de fast-food  e pequenas e médias empresas do ramo têm reforçado a necessidade de contratação de mais engenheiros de alimentos para atuar no controle de qualidade e criação de novas opções alimentares para o público consumidor brasileiro.

Houve também um aumento na oferta de cursos na área, o que ampliou a oferta de vagas para os engenheiros que querem atuar como professores no ensino superior.

Como se tornar um Engenheiro de Alimentos

O curso de Engenharia de Alimentos é do tipo bacharelado e dura em média cinco anos. A profissão é regulamentada e para exercê-la é obrigatório possuir o diploma de nível superior reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC) e efetuar seu registro junto ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA) do estado onde atua.

No Brasil, há uma imensa oferta de cursos de Engenharia de Alimentos, tanto nas universidades públicas como nas particulares.

Para seguir na carreira de engenheiro de alimentos, é preciso encarar a multidisciplinaridade da profissão. Um bom engenheiro conhece os alimentos em profundidade, desde os diferentes tipos (carnes, frutas, laticínios), sua composição química (vitaminas, proteínas, gorduras), sabores, texturas, técnicas de beneficiamento (pasteurização, moagem, extração de óleos, polpas) e técnicas de conservação.

Neste ramo, é comum haver um intercâmbio de tecnologia e troca de experiências entre países. Por isso é importante investir em um segundo e terceiro idioma. Como as principais indústrias estão nos Estados Unidos e Europa, dominar o inglês, alemão e espanhol são desejáveis para quem deseja competir na área.

Conheça algumas instituições autorizadas pelo MEC a oferecer o curso de Engenharia de Alimentos:

Veja também:

Curso de Engenharia de Alimentos

Você pretende seguir a carreira de Engenheiro de Alimentos? Conte para a gente aqui nos comentários!

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