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Quanto ganha um Engenheiro Naval?

Você sabe quanto ganha um Engenheiro Naval? Conheça mais sobre o mercado de trabalho e a média salarial deste profissional!

engenharia naval

O engenheiro naval atua na construção de embarcações e plataformas flutuantes, gerencia operações marítimas e desenvolve tecnologias para exploração submarina.

Há uma escassez de engenheiros navais no Brasil frente à atual demanda por mão de obra qualificada, impulsionada pela descoberta do pré-sal e pelos investimentos na modernização da infraestrutura naval brasileira, que estava defasada desde a década de 1980.

Os maiores contratantes de mão de obra, hoje, são a Marinha do Brasil, a Petrobras, os estaleiros e órgãos de fiscalização e controle naval.

Média salarial do Engenheiro Naval

O engenheiro naval é um profissional bem pago no Brasil. Os valores atuais de remuneração são, em média :

  • Profissional em início de carreira: R$ 4.000
  • Profissional com experiência: R$ 7.000
  • Média nacional: R$ 5.000
  • Concursos públicos: R$ 8.000 (média)

O serviço público oferece uma razoável variedade de concursos para engenheiros navais. A maioria é para ocupar vagas na Marinha do Brasil, Petrobras ou órgãos públicos, como  a EMGEPRON (Empresa Gerencial de Projetos Navais).  A média salarial (R$ 8.000) não inclui abonos e gratificações, que podem aumentar o salário substancialmente. As universidades federais oferecem oportunidades como professor ou pesquisador, para quem se interessa pela carreira acadêmica.

É importante lembrar que nesta área o profissional nunca trabalha sozinho. Em seu dia a dia, o engenheiro naval terá de atuar em conjunto com físicos, tecnólogos, profissionais de apoio e outros engenheiros.

Profissionais experientes, capazes de conciliar conhecimentos técnicos e gerenciais (gestão de equipes, comunicação, estratégia) tendem a ocupar cargos de maior remuneração, com valores que chegam a 60 salários mínimos.

Salário Mínimo Profissional do Engenheiro de Petróleo

A profissão de engenheiro é regulamentada. A  Lei 4.950/A de 22 de abril de 1966 estabelece critérios para a jornada e remuneração dos profissionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia. Existe, portanto, um Salário Mínimo Profissional definido por lei, válido em todo o país. Este salário está vinculado ao salário mínimo vigente e varia de acordo com a jornada diária de trabalho.

  • Jornada de 6 horas: 6 salários mínimos
  • Jornada de 7 horas: 7,25 salários mínimos
  • Jornada de 8 horas: 8,5 salários mínimos

Em valores atuais,  um engenheiro naval deve ganhar, aproximadamente:

  • R$ 4.728 mensais para uma jornada diária de 6 horas.
  • R$ 5.713 mensais para uma jornada diária de 7 horas.
  • R$ 6.304 mensais para uma jornada diária de 8 horas.

Sobre a carreira de Engenheiro Naval

O Brasil está sempre à procura de engenheiros navais. Os programas de investimentos do Governo Federal na indústria conseguiu tirar o setor da estagnação e estabeleceu um novo patamar de desenvolvimento e modernização da frota nacional. Com isso, esse profissional tornou-se um dos mais requisitados do mercado.

O Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval) afirma que, independentemente das oscilações do cenário econômico internacional, o setor segue crescendo e gerando oportunidades.

Hoje, a indústria naval brasileira está promissora. Veja abaixo alguns números:

  • 79,2 mil profissionais diversos estão empregados em estaleiros brasileiros.
  • 324 embarcações estão em construção, entre navios, plataformas de petróleo e sondas de perfuração.
  • O Rio de Janeiro concentra a maioria dos empregos na área, com quase 40% do total nacional (33.400 profissionais).
  • Rio Grande do Sul e Amazonas vêm em segundo e terceiro lugar no ranking de maiores empregadores.
  • Setores como construção de navios de apoio marítimo, transporte fluvial, navios porta-contêineres, rebocadores portuários e de reparo são os mais aquecidos, de acordo com o Sinaval.

Para os engenheiros navais interessados no mercado internacional,  a Europa, a China, os EUA, a Rússia, a Coréia do Sul e Cingapura estão investindo pesado no fortalecimento da sua indústria naval. Por isso é importante reforçar a importância da fluência em língua inglesa e em um terceiro idioma.

Além da construção de embarcações e plataformas flutuantes, outras esferas de atuação oferecem empregos aos engenheiros navais:

  • Pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias para exploração submarina.
  • Portos e hidrovias.
  • Cruzeiros.
  • Empresas de transportes fluviais nas grande bacias sul-americanas (Rio Paraná, Rio de la Plata, Rio Paraguai, Rio Amazonas, Rio São Francisco, etc.)
  • Operações de apoio à indústria de petróleo (transporte offshore, operações de ancoragem, interligação submarina.)
  • Criação e produção de peças para navios e embarcações.
  • Exploração de recursos minerais em alto mar.
  • Exploração de recursos marinhos, como pesca e criação de animais.
  • Lazer e esporte náuticos.
  • Arquitetura Naval
  • Armas e Eletrônica

A defesa marítima e fluvial, sob responsabilidade da Marinha do Brasil, também requer o constante desenvolvimento da tecnologia de Engenharia Naval.

Como se tornar um Engenheiro Naval

O curso de Engenharia Naval é do tipo bacharelado e tem, em média, cinco anos de duração. Os primeiros anos incluem disciplinas comuns a todas as engenharias, como Matemática, Física e Mecânica. Na segunda metade do curso, o aluno tem acesso a conteúdos específicos, como Hidrodinâmica, Máquinas Marítimas e Arquitetura Naval.

No Brasil, a formação de engenheiros navais ainda é pequena frente à demanda existente. Existem seis cursos dessa modalidade em todo o país, distribuídos nas cidades de Recife (PE), Joinville (SC), Belém (PA), Manaus (AM), São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ). Na Universidade Federal do Rio Grande (RS), existe também o curso de Engenharia Mecânica Naval. Todos são oferecidos por universidades públicas:

Veja também:

Curso de Engenharia Naval

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