Conheça a profissão de Saúde Coletiva ou Sanitarista

A formação em Saúde Coletiva foi criada para habilitar profissionais para atuarem no atendimento das demandas do SUS, Sistema Único de Saúde. 

Uma presença marcante desse graduado é como agente do aperfeiçoamento da gestão e dos serviços prestados por aquele sistema, mas o profissional não está somente nessa atividade.

O bacharel em Saúde Coletiva pode trabalhar como sanitarista, o que antes só era permitido a quem tivesse este último título, como pós-graduado. 

Atualmente, os dois nomes são usados para designar a mesma profissão e há especialistas neste setor que argumentam no sentido de que só se empregue a denominação Saúde Coletiva.

Tal profissional está capacitado para ser elemento de melhoria das condições sanitárias das regiões em que atua, orientando e conduzindo procedimentos corretos para a boa saúde da população. 

A medicina tradicional cuida do indivíduo, enquanto a Saúde Coletiva é mais ampla: previne doenças implantando projetos conforme a cultura e as necessidades locais.

Quer saber mais sobre essa profissão? Continue lendo este artigo!

Diferença entre Saúde Coletiva e Saúde Pública

Saúde Coletiva é uma movimentação sanitária iniciada no SUS, que combina questões sociais e de atendimento com políticas de saúde pública. 

Já a Saúde Pública é o conjunto de ações e serviços sanitários do governo para combater doenças que possam atingir a saúde de um grupo. Toda saúde pública é coletiva, mas nem toda saúde coletiva é pública.

O curso de Saúde Coletiva e sua grade curricular

O curso é de cerca de 4 anos, é um bacharelado e, evidentemente, é composto por matérias ligadas à área da saúde, bem como pelo conhecimento da conformação e funcionamento do corpo humano. Estágio supervisionado e trabalho de conclusão de curso são exigidos.

A grade curricular pode variar de uma faculdade para outra, mas ela é basicamente composta pelas matérias aqui relacionadas e outras:

  • Anatomia Humana
  • Auditoria em Unidades de Saúde
  • Biologia
  • Ciências Sociais
  • Comunicação e Expressão
  • Economia
  • Epidemiologia
  • Fisiologia
  • Gestão em Saúde
  • Informática
  • Inglês
  • Legislação Sanitária
  • Saúde Ambiental
  • Saúde Ocupacional
  • Planejamento e Políticas Públicas em Saúde
  • Química

Mercado de trabalho para quem faz Saúde Coletiva

Este profissional planeja e dirige projetos sociais de saúde de entidades públicas ou privadas. 

No âmbito público, pode participar de programas do Ministério da Saúde, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), das Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde e de Postos de Saúde.

No âmbito privado, sua atuação é requisitada por hospitais, empresas de planos de saúde e indústria farmacêutica. 

O profissional também faz pesquisas e elabora ações destinadas a conter os males provocados por hábitos de vida inadequados, como o sedentarismo e o tabagismo, ou por causas ambientais, como a poluição do ar e a água imprópria para uso. 

É possível prestar serviços no terceiro setor da economia, como em organizações não governamentais, sindicatos e associações e, ainda, executar atividades como:

  • Auditor: acompanhando programas e serviços de saúde
  • Educador em Saúde: como palestrante ou representante de projetos sanitários
  • Gestor de Saúde: analisando contextos de saúde de um local
  • Promotor de Saúde: planejando e executando projetos sanitários
  • Sanitarista: fiscalizando medidas sociais preventivas de vigilância em saúde
  • Supervisor: gerenciando ou coordenando unidades e polos de saúde

Quanto ganha um profissional de Saúde Coletiva

Por se tratar de profissão recente, com campo muito vasto para o graduado atuar, não há muitas pesquisas salariais específicas. 

Levantamentos com base numa atividade semelhante, a de administrador hospitalar, chegaram a salários entre R$ 3.500 e R$ 8.300.

No serviço público, no qual a admissão é por concurso, o salário vai de R$ 1.000 a R$ 10.000. Ainda no setor público, o salário do sanitarista oscila entre R$ 5.000 e R$ 6.000.

Tecnológico, Bacharelado ou Especialização

Se você gosta de agir para melhorar a qualidade de vida de pessoas e comunidades, há cursos parecidos com o de Saúde Coletiva que podem te interessar, pois abrem mais chances de trabalho. 

Eles são de nível superior e você se forma tecnólogo ou bacharel, ou pós-graduado, se for seu caso. Dentre eles, trazemos alguns: 

  • Engenharia ambiental
  • Gestão ambiental
  • Gestão do 3º setor
  • Gestão em gerontologia
  • Gestão hospitalar
  • Gestão social
  • Instrumentalidade em serviço social
  • Medicina
  • Saúde pública
  • Serviço social
  • Trabalho social e assistência às famílias
  • Tecnologias ambientais

Como exemplo, tomemos Serviço Social, bacharelado de 4 anos, presencial ou EAD. Você gradua-se como Assistente Social, cuja principal atuação é combater desigualdades sociais, não só na saúde: integrar o indivíduo na comunidade. 

Na busca de soluções que melhorem a qualidade de vida, existem atividades no âmbito governamental, não governamental e privado.  

Pós-graduação em Saúde Coletiva

A especialização em Saúde Coletiva pode ser cursada por quem já seja graduado em Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Medicina, Odontologia, Psicologia, Saúde Coletiva e outras áreas ligadas à saúde. Quem se interessar pode se preparar para Gestão em Saúde Coletiva.

Onde estudar 

Preparamos para você a lista abaixo com as faculdades em que poderá fazer um curso tecnológico, bacharelado ou pós-graduação, a distância (EAD) ou presencial. As instituições são todas bem avaliadas e têm o reconhecimento do MEC, sem o qual o seu diploma não seria válido.

Têm também descontos nas mensalidades, convênios, bolsas de estudo e financiamentos sem burocracia. Aceitam suas notas do Enem para entrar no curso, bem como o ProUni e o FIES para facilitar o pagamento.

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