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Como se recolocar no mercado de trabalho

Está difícil voltar a trabalhar? Confira dicas de uma especialista para se recolocar no mercado!

Como se recolocar no mercado de trabalho

Um brasileiro que perdeu o emprego leva em média 8 meses para se recolocar no mercado de trabalho, de acordo com estimativa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) baseada em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os dados podem assustar, mas é sempre bom lembrar que se trata de uma média: ou seja, há quem demore um pouco mais e quem consiga voltar a trabalhar em menos tempo.

Por isso, se você está desempregado no momento, não entre em desespero! Fomos conversar com uma especialista e descobrimos boas dicas sobre como lidar com esse período, o que fazer enquanto procura um novo emprego, o que colocar no currículo entre um trabalho e outro e como driblar a ansiedade quando chegar a hora da tão esperada entrevista.

Luciana Caletti é CEO e co-fundadora da Love Mondays, maior comunidade de carreiras no Brasil, um site com avaliações de empresas feitas pelos próprios funcionários, faixas salariais das mais diversas profissões e o melhor: vagas de emprego em todo o País.

Veja a seguir quais são as dificuldades mais comuns e o que fazer para se recolocar no mercado com tranquilidade e confiança!

Em quanto tempo vou me recolocar?

Sobre o tempo necessário para voltar ao mercado de trabalho, Luciana explica que é preciso analisar caso a caso. “Depende do cargo”, explica. “Quanto mais alto, mais difícil de se recolocar, por haver um volume menor de vagas. Quanto mais perto você estiver do topo da pirâmide, mais difícil é.”

Vale lembrar também que, dependendo da conjuntura de mercado, algumas áreas têm maior empregabilidade que outras. “As angústias [dos profissionais para conseguirem uma vaga] variam de acordo com a época econômica e a indústria”.

O que fazer enquanto estiver desempregado

“Use o tempo em que está desempregado para fazer coisas que agreguem valor ao seu currículo, aprofunde seus conhecimentos”, diz Luciana. Vale fazer cursos –hoje é possível encontrar cursos gratuitos, de alta qualidade, na internet. “E se a sua profissão permitir, trabalhe como autônomo por um tempo”, acrescenta.

Participar de eventos na sua área, como palestras, congressos e seminários ajuda não apenas a manter-se atualizado, mas também vai preenchendo o temido “buraco no currículo”. Do ponto de vista do recrutador, isso “demonstra que a pessoa está interessada e desenvolvendo habilidades nessa área”. Sem contar que esses momentos são propícios para conhecer pessoas do mercado e construir sua rede de relacionamentos – talvez daí surja uma nova oportunidade!

O que dizer na hora da entrevista

Um dos motivos de ansiedade para quem ficou um tempo fora do mercado é como falar sobre isso na entrevista. Aqui, não dá para tapar o sol com a peneira: é preciso encarar esse momento de frente e de forma honesta.

“Pra quem teve um motivo específico – como cuidar de um familiar, tirar um ano para ir atrás de outro interesse ou ter filhos, é importante falar a verdade. Muitas empresas valorizam isso”, diz Luciana

Novamente, cada caso é um caso. “Muitas vezes a pessoa pode explicar que fez uma transição de carreira”. Luciana conta que o recrutador sabe que esse movimento é comum e que normalmente o profissional precisa dar um passo atrás para ajustar a rota.

Qualquer que seja a situação que o fez ficar fora do mercado, lembre-se de fazer cursos, participar de eventos e preencher o tempo com atividades que o mantenham atualizado.

Se você foi demitido, seja honesto. Porém, tenha cuidado ao mencionar o episódio. “Há diferentes maneiras de colocar a mesma coisa. Nunca fale mal do empregador anterior e apresente o seu ponto de vista de uma forma equilibrada: demonstre que você vê os dois lados da questão”.

Às vezes o motivo da demissão é que o seu desempenho não atendeu às expectativas da empresa. Pode ser por uma falha de comunicação (não estava clara para você essa expectativa), dedicação (você não se esforçou tanto quanto a empresa queria), ou mesmo falta de conhecimento técnico. Luciana recomenda que você mostre o que aprendeu com a experiência e como faria diferente para lidar com a situação.

Drible a ansiedade na hora da entrevista

É normal ter certa ansiedade ao fazer uma entrevista de emprego depois de muito tempo fora do mercado. Mas esse nervosismo não pode atrapalhar você!
O segredo é praticar! “Quanto mais preparado você estiver, menos nervoso vai ficar”, diz Luciana. Ela dá uma dica de ouro: recrutadores e consultorias estão sempre entrevistando profissionais, mesmo que não haja vagas em aberto. Procure uma consultoria de recrutamento em sua área e pratique a entrevista, candidatando-se tanto a vagas que se encaixem no seu perfil quanto a posições que não seriam o ideal, mas vão ajudá-lo a se preparar para esse momento.

Luciana também recomenda um cuidado extra com recrutadores que cobram dos candidatos. “É a empresa que contrata que deve pagar para atrair esse profissional. Tem muitas empresas de recrutamento sérias que não vão cobrar para recolocar um candidato.” A exceção são serviços de mentoria e coaching, que envolvem uma consultoria para ajudar o profissional a encontrar seu caminho de carreira.

Você pode encontrar mais informações sobre como lidar com a situação neste artigo da Love Mondays: Está desempregado há muito tempo? descubra como dizer isso na entrevista sem se prejudicar

Não desista!

Por mais difícil que seja esse período, Luciana aconselha a não jogar a toalha. “É uma fase estressante da vida. Muitas vezes você leva um não atrás do outro, mas é importante não desanimar. Busque apoio emocional de amigos, colegas e familiares – eles vão ajudá-lo a persistir.”

A especialista lembra também que não há nada de errado em pedir ajuda a conhecidos, contatos profissionais e até mesmo ex-colegas de trabalho. “Não tenha vergonha de acionar seus contatos. Você pode mandar um e-mail, entrar em contato via LinkedIn e falar que está buscando novas oportunidades”.

Sobre a Love Mondays

A Love Mondays é a maior comunidade de carreiras do Brasil. Através de faixas salariais e avaliações sobre o ambiente de trabalho em mais de 75 mil empresas, apoia 1 milhão de profissionais a tomarem melhores decisões de carreira.

Veja também:

Entrevista de emprego após os 40 anos

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