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Governança de TI: desafios e crescimento

As crescentes oportunidades no mercado de trabalho acerca de profissionais gabaritados em governança de TI. Conheça os desadios e as conquistas nesta área.

O que é governança de TI?

O profissional de tecnologia da informação (TI) tem dentro da área várias possibilidades de carreira. Uma das vertentes mais carentes de profissionais é a de governança.
Há uma citação muito relevante para definir governança de TI, que é destacada a seguir: “um conjunto de práticas, padrões e relacionamentos estruturados, assumidos por executivos, gestores, técnicos e usuários de TI de uma organização, com a finalidade de garantir controles efetivos, ampliar os processos de segurança, minimizar os riscos, ampliar o desempenho, otimizar a aplicação de recursos, reduzir os custos, suportar as melhores decisões e conseqüentemente alinhar TI aos negócios”.

Mercado de Governança

Escandâlos financeiros acontecidos no início dos anos 2000, como o da Enron em 2001, aumentaram a visibilidade da governança, exigindo mais transparência e organização de processos internos por parte das empresas. Como consequencia, em 2002 o congresso americano aprovou a SOX (Sarbanes-Oxley Act) para garantir mecanismos de segurança e auditoria dentro das empresas. Os departamentos de TI, base do processo de negócio de qualquer empresa hoje em dia, foram profundamente afetados por essa lei e o caminho mais fácil para atingir o nível de organização exigido era a governança.
Com o intuito de se organizar e se conhecer melhor, várias empresas começaram a criar departamentos de qualidade e governança. O mercado de TI está cada vez mais exigente. Os produtos de software estão cada vez mais competitivos e por um preço cada vez mais acessível. Empresas vem se adaptando para serem cada vez mais produtivas, a governança e os processos de TI tem por objetivo maximizar os ganhos na tríade que define o sucesso de um projeto: custo, prazo e qualidade. Profissionais com formação acadêmica necessária e perfil para atuar nessa área são cada vez mais escasos e disputados pelas organizações.

Mas onde conseguir formação adequada?

Durante a graduação, algumas universidades apresentam o aluno a engenharia de software e dentro dessa área, a governança é apenas uma parte do assunto.
O profissional que escolhe esse caminho tem duas opções para se aprofundar: certificações ou pós-graduações. Uma certificação ratifica o grau de especialização em uma dada metodologia ou framework como ITIL (Information Tecnology Infrastructure Library) ou CoBIT (Control of Objectives for Information and related Tecnology). Esses processos costumam ser custosos financeiramente, visto que exigem determinadas horas de um curso preparatório mais o custo da prova de certificação em si e não são feitas em uma etapa, o profissional é certificado em vários níveis de conhecimento.
Uma pós-graduação é mais ampla, garante que o profissional não conhece apenas uma metodologia mas tem conhecimento suficiente para aplicá-las a realidade da empresa em que trabalha, ou mesmo criar procedimentos internos independentes de um guia ou framework qualquer.
Hoje, no Brasil, cursos de especialização latu senso e MBAs com o enfoque em governança de TI são oferecidos por várias instituições educacionais. Em suas ementas incluem as metodologias de engenharia de software, como o CMMI (Capability Maturity Model Integration) e o MPS.BR (Melhoria de Processo do Software Brasileiro), princípios de gerenciamento de projetos baseados no PMBok (Project Management Body of Knowledge), gestão de serviços utilizando ITIL ou CoBIT, sendo que o último também é usado para processos internos de auditoria, normas e leis e disciplinas de gestão.
Um profissional com pós-graduação se torna atraente para o mercado pois tem capacitação em engenharia de processos internos, metodologias e estratégias e não com apenas alguns conhecimentos específicos.

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