Descubra o que faz um embaixador

Veja como trabalha o embaixador, essa figura tão importante para as boas relações entre o Brasil e o exterior!

O embaixador é um cargo cheio de prestígio e responsabilidade: trata-se do representante oficial de um país no exterior.

O Brasil tem embaixada em centenas de países pelo mundo, em todos os continentes.

Em todos eles, os embaixadores estão trabalhando para criar laços sólidos de colaboração econômica, política e cultural.

Não é uma tarefa fácil – motivo pelo qual os profissionais que vão assumir tamanho desafio precisam estar preparadíssimos.

Quer descobrir mais sobre as funções de um embaixador? Então se liga no texto que preparamos para você!

Ah, e aproveite para saber qual caminho trilhar para se tornar um!

O que faz um embaixador

Os embaixadores brasileiros estão presentes em quase 200 nações ao redor do globo – sim, nós temos uma das maiores redes diplomáticas do mundo.

Eles são a autoridade máxima do Brasil no país onde residem e trabalham.

A principal missão de um embaixador é estreitar laços de cooperação com o país onde está instalado.

Além disso, responde por:

  • Acompanhar a situação política e econômica do país onde vive.
  • Promover interesses econômicos e culturais do Brasil lá fora.
  • Negociar e mediar conflitos de interesse entre duas nações.
  • Proteger os interesses de brasileiros que moram nos países onde há embaixada brasileira (ou em países próximos).
  • Repassar oficialmente as comunicações do Brasil para o país onde está localizada a embaixada.
  • Promover a cooperação científica entre países.

Pelas leis brasileiras, a permanência de um embaixador em um país não pode exceder cinco anos – mas normalmente eles ficam menos que isso: aproximadamente três anos em cada local.

Ao final desse período, o embaixador é deslocado para outra embaixada ou retorna ao país para trabalhar em questões diplomáticas. Dificilmente um embaixador fica muito mais do que 10 anos seguidos fora do país.

Esse rodízio é uma prática comum adotada pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil.

Brasília concentra a maior quantidade de embaixadas de outros países: são 137 só na capital.

O que fazer para se tornar um embaixador

Tornar-se embaixador exige muito, muito esforço.

O cargo demanda que o profissional tenha um currículo impecável, com relevantes serviços prestados para o Brasil no exterior.

É um cargo essencialmente político, que depende de excelentes relações interpessoais.

O embaixador é escolhido entre os ministros de primeira classe, o cargo mais alto da diplomacia brasileira.

Ele precisa ter pelo menos 20 anos de carreira no Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty – dentre os quais, 10 anos no exterior.

O embaixador é nomeado pela Presidência da República e acreditado pelo chefe de estado do país designado.

Mas há exceções.

A lei prevê que o cargo pode ser ocupado por um não-diplomata, em caso de interesses políticos mútuos.

Para isso, o candidato ao cargo precisa ser brasileiro nato, ter acima de 35 anos e ter histórico de serviços prestados ao Brasil no exterior.

Em ambos os casos, o futuro embaixador precisa ser indicado pela Câmara dos Deputados, avaliado e sabatinado por senadores e, por fim, ser avalizado pela Presidência.

Qual o salário de um embaixador

Os salários dos embaixadores seguem, em parte, as leis brasileiras que se aplicam aos servidores públicos.

Um diplomata em início de carreira recebe por volta de R$ 20 mil. À medida que vai ganhando experiência e assumindo responsabilidades maiores, os valores vão subindo até quase R$ 28 mil – o salário pago a quem tem status de “ministro de primeira classe”.

No exterior, as regras são diferentes. Os salários têm como base a moeda local e o custo de vida no país onde o embaixador trabalha.

Nos EUA, por exemplo, os valores recebidos, em dólar, podem chegar a quase R$ 100 mil mensais, tomando como base o câmbio de R$ 5,20.

A esses valores são incluídos extras para moradia e mudança.

Embaixador, cônsul, diplomata… qual a diferença?

Você já sabe o que faz um embaixador, mas já parou para pensar em outros profissionais que compõem esse universo?

O diplomata, por exemplo? Ou o cônsul?

Entenda:

Diplomatas: trabalham junto ao embaixador e ajudam em diversas funções. O número desses profissionais em uma embaixada pode variar, dependendo do tamanho da missão diplomática em um país. A embaixada do Brasil nos Estados Unidos, por exemplo, é composta por um número maior de diplomatas do que a embaixada do Brasil no Malauí, por exemplo.

Cônsul: Atende às necessidades dos brasileiros que moram em países onde o Brasil possui consulado. No caso da pandemia do coronavírus, por exemplo, muitos brasileiros que estavam no exterior durante a quarentena puderam retornar ao país por ação dos consulados. Também é o espaço que atende estrangeiros que querem vir ao país: retirada de vistos de turista, de trabalho, de estudo, de residência, etc.

Como entrar na carreira diplomática

O primeiro passo para entrar na carreira diplomática é fazer um curso superior de qualidade e, depois de concluir a formação, aguardar a abertura do concurso público do Itamaraty.

O concurso para o Instituto Rio Branco (que forma diplomatas) acontece de tempos em tempos é bastante concorrido.

Para entrar nesse mercado é preciso, portanto, muito conhecimento – e por isso uma formação de qualidade é essencial.

Para ter mais chances, procure fazer seu curso superior numa faculdade reconhecida e bem avaliada pelo MEC.

Se você não sabe por onde começar, a gente tem algumas sugestões. Clique e conheça:

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