Descubra quanto ganha um atleta

Saiba quanto ganha um atleta no Brasil, quais fatores interferem na remuneração e o que estudar para garantir uma carreira estável no esporte.

No Brasil, a renda dos atletas profissionais varia bastante. Enquanto os dez jogadores mais bem pagos do Campeonato Brasileiro de Futebol masculino ganham salários acima de R$ 500 mil por mês, existem muitos atletas de categorias de menor visibilidade – como atletismo e natação – que recebem bolsas abaixo de um salário-mínimo.

A remuneração de um atleta profissional depende de vários fatores: 

  • A modalidade esportiva praticada.
  • Se ele é contratado por um clube e tem carteira assinada.
  • Se existe algum tipo de convenção estabelecida por sindicatos.
  • Se ele tem patrocinadores.
  • O nível das competições de que ele participa.
  • Seu rendimento nas competições mais recentes.
  • Se ele recebe algum tipo de bolsa-auxílio do poder público.

Quer saber mais sobre quanto ganha um atleta e como ter uma carreira estável no esporte? Confira valores e mais detalhes abaixo.

Quanto ganha um atleta profissional?

O Ministério do Esporte mantém um programa de bolsas destinadas a atletas de alto rendimento. A iniciativa, chamada de Bolsa Atleta, está dividida em 5 categorias:

1. Categoria Atleta de Base, para atletas de 14 a 19 anos. Valor mensal: R$ 370,00.

2. Categoria Atleta Estudantil, para atletas de 14 a 20 anos. Valor mensal: R$ 370,00.

3. Categoria Atleta Nacional, para maiores de 14 anos que tenham obtido até a terceira colocação no evento máximo da modalidade na temporada nacional. Valor mensal: R$ 925,00.

4. Categoria Atleta Internacional, para maiores de 14 anos que tenham obtido pelo menos o terceiro lugar em campeonatos mundiais, sul-americanos, pan-americanos ou parapan-americanos. Valor mensal: R$ 1.850,00.

5. Categoria Atleta Olímpico/Paralímpico, para maiores de 14 anos que tenham integrado a delegação brasileira na última edição dos Jogos Olímpicos ou Paralímpicos. Valor mensal: R$ 3.100,00.

As regras para solicitação da Bolsa Atleta estão disponíveis para consulta no site da Secretaria Especial do Esporte.

Vale ressaltar que nem todos os atletas vivem apenas da bolsa recebida do governo federal. Os que têm mais visibilidade costumam acumular patrocínios de estados e prefeituras, de empresas estatais, de empresas privadas e de programas das Forças Armadas.

Além disso, modalidades que contam com uma melhor estrutura pagam prêmios altos em competições. Atletas nacionais de elite em seu melhor momento, por exemplo, podem acumular mais de R$ 1 milhão em prêmios por ano.

Quais são os salários por modalidade?

Veja o salário médio por modalidade esportiva, considerando-se atletas com carteira de trabalho assinada e dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), mantido pelo governo federal:

  • Futebol masculino: R$ 5.577
  • Futebol feminino: R$ 2.556
  • Vôlei: R$ 5.270
  • Handebol: R$ 5.270
  • Basquete: R$ 5.270
  • Ginástica: R$ 5.200
  • Natação: R$ 4.000
  • Atletismo: R$ 1.580
  • Tênis: R$ 2.520

Agora, veja a faixa salarial de atletas contratados por clubes profissionais cadastrados no site de carreiras Glassdoor:

  • Esporte Clube Pinheiros: R$ 2.000 a R$ 7.000
  • Serviço Social da Indústria (SESI): R$ 660 a R$ 3.000
  • Minas Tênis Clube: R$ 2.000 a R$ 3.000
  • Clube de Regatas do Flamengo: R$ 1.000 a R$ 2.000

Atletas precisam fazer faculdade?

Para se tornar atleta, não há exigências de escolaridade. Contudo, a melhor maneira de garantir uma carreira estável e duradoura no esporte é prosseguir nos estudos, obter um diploma de nível superior e se qualificar.

Existem vários motivos para isso: os atletas profissionais costumam se “aposentar” das competições antes dos 40 anos, e a maior parte deles não acumula rendimentos suficientes para simplesmente parar de trabalhar nessa idade.

Portanto, a melhor estratégia é combinar a carreira como atleta aos estudos na área. Assim, um jogador de futebol, por exemplo, pode depois se tornar técnico, preparador físico ou dirigente de clubes. O mesmo vale para as outras modalidades.

Que curso superior fazer para trabalhar com esporte?

Conheça alguns dos cursos de graduação voltados a quem quer trabalhar na área esportiva:

  • Educação Física: com duração de 4 anos, o curso forma educadores físicos para trabalhar diretamente com atletas e em instituições de ensino.
  • Nutrição: é possível, depois da faculdade, cursar uma especialização em Nutrição Esportiva. A graduação dura 4 anos.
  • Fisioterapia: o profissional da área pode atuar na prevenção de lesões e na recuperação de atletas lesionados. Essa faculdade também dura 4 anos.
  • Gestão Desportiva e de Lazer: esse curso de curta duração (2 anos) é uma opção para ex-atletas que queiram migrar para a área de gestão de clubes e eventos.
  • Administração: curso de 4 anos que está entre os mais tradicionais e procurados pelos estudantes brasileiros. Fornece uma visão abrangente de processos gerenciais e administrativos.

Onde estudar?

Ao procurar uma faculdade, não se esqueça de verificar se a instituição de seu interesse é reconhecida pelo MEC (Ministério da Educação). Apenas instituições credenciadas emitem diplomas válidos, aceitos tanto por empresas privadas quanto por concursos públicos e cursos de pós-graduação.

Para ajudar na sua pesquisa, listamos abaixo algumas universidades particulares reconhecidas e bem avaliadas pelo MEC que oferecem vários dos cursos que mencionamos aqui. Outra boa notícia: elas aceitam o Enem como forma de ingresso e distribuem bolsas e descontos sem burocracia.

Confira e clique para saber mais:

Navegue pelos sites das universidades acima e informe-se sobre cursos, mensalidades de ensino, modalidades e programas de bolsas. Bons estudos!

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O que se estuda em Educação Física?

Você já trabalha ou quer trabalhar com esportes? Que curso de graduação você gostaria de fazer? Conte para a gente nos comentários!

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