Descubra quanto ganha um titular de cartório

Será que é um bom negócio ser titular de cartório no Brasil? Confira agora mesmo quanto ganha esse profissional!

Os cartórios estão presentes em todos os cantos do Brasil. Eles fazem parte da burocracia necessária que precisamos passar ao nascer, casar, comprar imóveis, comprovar autenticidade de documentos e, por último, registrar nosso óbito.

Talvez ao passar por um desses processos você já se perguntou quem administra essa estrutura e quanto ganha a pessoa que faz isso? Vale a pena ser o titular de um cartório? 

Já vamos adiantar que sim, ao que tudo indica, ser titular de cartório é um ótimo negócio no Brasil. Falamos isso, pois o salário para este tipo de função é altíssimo comparado com as remunerações em geral.

A atividade de titular de cartório é variável, mas comumente bem remunerada. Sua localização e tipo de serviço são as variantes que maximizam estes lucros. 

Segundo levantamento feito pelo site Poder 360 em 2019, a média de faturamento anual de um cartório no Brasil foi de R$687 mil. O estado com a média mais alta foi o Distrito Federal, com faturamento anual médio de R$3,6 milhões. 

O que sempre impressiona é que os cartórios com maior rentabilidade do país chegam a registrar esse faturamento na casa dos milhões por mês! Já pensou?

Quer saber mais sobre quanto ganha um titular de cartório e como fazer para se tornar um? Descubra agora mesmo!

Quanto ganha um titular de cartório?

Titular de cartório é uma atividade muito bem remunerada. Isso se deve, claro, pela responsabilidade que a função possui para a sociedade brasileira como é constituída pelas leis e seu regime jurídico.

De acordo com dados da Receita Federal, a remuneração média de um titular de cartório no Brasil é de aproximadamente R$103 mil.

Mas aqui vale um esclarecimento. A remuneração real do titular do cartório varia de acordo com o faturamento da unidade. Isso acontece pois com esse valor o titular administra o cartório e precisa pagar a infraestrutura, funcionários, insumos, impostos, etc.

Os pouco mais de 15 mil cartórios espalhados pelo país arrecadam, juntos, em média R$12 bilhões por ano. Em 2019, tiveram arrecadação recorde de R$15,9 bilhões, de acordo com dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Alguns responsáveis pelos cartórios recomendam cautela ao analisar estes valores. Segundo eles, o número é puxado para cima por poucos cartórios campeões de faturamento e grande parte dos cartórios operam bem abaixo da linha da lucratividade.

Guia da Carreira - Quanto ganha um titular de cartório?

Renda mínima de um titular de cartório

Para manter os cartórios menos lucrativos abertos nos locais onde o serviço é essencial e não pode deixar de ser operado mesmo no prejuízo, alguns estados estipularam salários mínimos para os titulares, pagos por meio de fundos de arrecadação.

Confira a seguir a renda mínima aproximada de um titular de cartório em alguns estados:

  • São Paulo: 13 salários mínimos
  • Maranhão: R$6.000
  • Acre: 12 salários mínimos
  • Bahia: R$13.000
  • Alagoas: R$1.700
  • Goiás: 10 salários mínimos
  • Amazonas: R$10.000
  • Espírito Santo: R$1.000
  • Mato Grosso: 5 salários mínimos
  • Minas Gerais: R$3.200
  • Rondônia: R$11.000
  • Santa Catarina: R$2.000

Além disso, registros feitos gratuitamente, como de nascimento, óbito e casamento são ressarcidos aos cartórios pela maioria dos estados brasileiros.

Por que um titular de cartório ganha tão bem?

Já falamos aqui que o valor recebido mensalmente pelo titular de cartório depende do faturamento daquela unidade que ele administra. Mas você sabe por que o cartório movimenta tanto dinheiro?

Na verdade, se formos reparar, nossa vida toda passa por um cartório.

É no cartório que são registradas as certidões de nascimento, casamento, divórcio, união civil e óbito. Só de casamentos, acontecem cerca de um milhão ao ano. Divórcios são em média 380 mil anuais.

Também precisamos do cartório para cópias autenticadas de documentos, procurações, reconhecimento de firma… e isso se a gente ficar só no âmbito da pessoa física.

No caso de pessoas jurídicas, os cartórios fazem atos constitutivos de sociedades, fundações, partidos políticos e associações. Jornais, radiodifusoras, agências de notícias e outras entidades ligadas à imprensa também fazem matrículas em cartórios.

E tem ainda o registro de imóveis, registro de títulos e documentos, protesto de títulos e documentos de dívida, de notas e até marítimos.

Cada uma dessas atividades cobra uma taxa, ou as chamadas “custas e emolumentos”. O valor é tabelado em nível estadual. Um casamento fica em torno de R$400, enquanto a escritura de um imóvel, por exemplo, pode custar entre pouco menos de R$300 a mais de R$43 mil.

Conheça um pouco mais da história dos cartórios nesta reportagem:

Titular de cartório é servidor público?

De acordo com as leis brasileiras atuais, sim. A partir da Constituição Federal de 1988, quando há uma vaga disponível para titular de cartório é necessário que o Poder Judiciário estadual realize um concurso público para a função.

O Cartório passa de pai para filho?

Não. A função de titular de um cartório não é feita mais por indicação ou repassada de forma hereditária. Essa ideia popular existe pois antes da atual Constituição Federal, a vaga poderia ser preenchida por formato de indicação. Daí, era comum alguns arranjos como este.

Mas, como alguns destes titulares de cartórios ainda estão vivos e trabalhando desde o período anterior a 1988 ou obtiveram decisões judiciais favoráveis, ainda existem pessoas que chegaram à função por outros formatos que não o concurso.

Como se tornar um titular de cartório?

Embora ainda existam no país titulares de cartório não concursados, quem quiser exercer essa atividade hoje em dia precisa passar em concurso público.

Os concursos públicos para titular de cartório acontecem em nível estadual. Para tentar uma concorrida vaga é preciso cumprir requisitos como: ser bacharel em Direito, ter nacionalidade brasileira, não ter antecedentes criminais e cíveis, ter aptidão física e mental para o exercício da função.

Leia também: Saiba tudo sobre a faculdade de Direito e veja onde estudar 

Etapas do concurso para titular de cartório

O concurso para titular tem cinco etapas:

  • Prova objetiva
  • Prova escrita e prática
  • Prova oral
  • Comprovação de requisitos para outorga de delegações
  • Exame de títulos

Além disso, é preciso passar em avaliações de conduta, exames de personalidade, psicotécnico e neuropsiquiátrico.

Qual faculdade fazer para se tornar titular de cartório?

O concurso para titular de cartório é muito concorrido e não são abertas vagas todos os anos. Mas, se você quer encarar essa, saiba que primeiro terá de obter o diploma de bacharel em Direito em faculdade reconhecida pelo MEC.

Alguns concursos permitem que as pessoas que trabalham há pelo menos 10 anos com funções notariais também concorram às vagas.

Onde estudar para trabalhar em cartório?

Se o seu interesse é trabalhar em cartório, não necessariamente como titular, saiba que já existe um curso superior dedicado a essa atividade.

Trata-se da graduação em Serviços Jurídicos e Notariais, que dura em média dois anos e está disponível nas modalidades presencial e a distância.

Seja no Direito ou Serviços Jurídicos e Notariais, é fundamental escolher uma faculdade reconhecida e bem avaliada pelo Ministério da Educação, ofereça um ensino de qualidade e condições justas de pagamento.

A gente separou algumas que cumprem esses requisitos e ainda oferecem facilidades como descontos, convênios, bolsas de estudos e financiamento sem burocracia.

Clique e confira:

Leia também: Veja quais são as 50 áreas e as profissões melhor remuneradas 

O que achou do salário do titular de cartório? Pensa em fazer esse concurso? Conte para a gente aqui nos comentários!

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