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Educação

Exemplos de redações nota 1000 do Enem para você se inspirar

23 de fevereiro de 2022
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Escrito porGuia da Carreira

Das cinco provas do Enem, a redação é a que causa maior rebuliço. O tema só é revelado no dia e os candidatos têm cerca de uma hora para ler o enunciado, entender o assunto corretamente, desenvolver o texto no modelo dissertativo-argumentativo e passar a limpo para a folha final.

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Quem consegue cumprir a missão com sucesso, no entanto, ganha uma bela vantagem. Tirar uma boa nota na redação faz com que a média geral do Enem seja maior e ajuda o estudante a garantir o desempate em processos seletivos como o Sisu (Sistema de Seleção Unificada), o ProUni (Programa Universidade para Todos) e o FIES (Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior).

Ao contrário do que muita gente pensa, tirar nota máxima na redação do Enem não é impossível. Com atenção, estudo e treino, dá para chegar lá.

E para provar isso, trouxemos exemplos que receberam nota 1.000 dos avaliadores. Vamos contar o que elas têm em comum, o que é preciso fazer para chegar lá e por que é tão importante se dar bem nessa prova. Confira agora!

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O que é preciso fazer para tirar nota mil na redação do Enem?

A redação do Enem é corrigida manualmente de acordo com cinco critérios de avaliação, cada um valendo de 0 a 200 pontos. Cada texto passa pela mão de pelo menos dois avaliadores e, para obter nota máxima, você precisa:

  • Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa;
  • Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa;
  • Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista;
  • Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação;
  • Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos;

Para conseguir uma boa nota, portanto, o candidato deve ter um bom desempenho em todas as competências.

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Como a redação do Enem é avaliada?

Os avaliadores do Enem são professores graduados em Letras/Língua Portuguesa ou Linguística, certificados e contratados pelo Ministério da Educação (MEC). Eles atribuem uma nota de 0 a 200 a cada uma das cinco competências pré-definidas e a soma dessas notas é a pontuação geral da redação. 1000 pontos é a nota máxima.

Quando a nota de dois professores tem uma diferença de 100 pontos ou mais, ou quando a pontuação de alguma competência tiver pelo menos 80 pontos de diferença, a redação passa por uma terceira correção ou quantas forem necessárias até que haja um consenso na nota.

Como fazer uma boa redação no Enem?

É claro que ninguém aprende essas habilidades de uma hora para a outra, mas dá para melhorar, e muito, o desempenho seguindo algumas dicas:

1. Acessar redações nota 1.000 de outras edições 

É essencial analisar e estudar atentamente as redações que tiraram nota 1.000 nas últimas edições do Enem, para ter como referência um bom exemplo de construção textual. Observe quais foram os pontos positivos de cada candidato e descubra, treinando, como adaptar o estilo ao seu modelo de redação.

2. Treine com os temas dos anos anteriores

Por isso, treine. Pegue as provas anteriores do Enem e pratique a redação no modelo dissertativo-argumentativo.

Resumidamente, ele tem uma introdução com seu ponto de vista ou tese sobre o problema, um desenvolvimento com argumentos que embasam essa tese (fatos, dados históricos, estatísticas etc.) e uma conclusão com proposta de intervenção social para o problema, respeitando os direitos humanos.

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3. Baixe guias de redação para estudar

Outra dica importante é baixar o Guia de Redação elaborado pelo MEC. Em toda edição do Enem eles divulgam um manual. Ali também costumam apresentar exemplos de redação nota 1.000, com os comentários dos avaliadores.

4. Leia o edital do Enem

Consulte o edital do Enem para entender os motivos que resultam zero na redação. Zerar na prova significa ficar de fora dos principais processos seletivos que usam a nota do exame, como Sisu, Prouni e FIES.

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5. Pratique a leitura e esteja por dentro dos assuntos atuais

Leia muito, principalmente sobre assuntos que impactam a sociedade brasileira. Para você ter uma ideia, nos últimos anos os temas de redação foram doenças mentais, acesso ao cinema no Brasil, padrões de beleza, racismo, violência contra a mulher e intolerância religiosa. Pegou o espírito da coisa?

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6. Treine, treine e treine!

Pratique a redação o máximo de vezes que conseguir. Primeiro, concentre-se em desenvolver o modelo pedido no Enem. Depois, quando já tiver mais segurança, procure fazer a redação e passá-la a limpo com o cronômetro ligado. A meta é fazer tudo dentro do prazo de uma hora (o mesmo tempo que você terá no dia do Enem).

Exemplos de redação nota 1.000 do Enem

Selecionamos cinco textos que receberam nota máxima no Enem nos últimos anos. Em comum, eles cumprem com louvor as cinco competências avaliadas.

Você vai perceber um ou outro errinho. Isso prova que, mais do que uma ortografia perfeita e as vírgulas colocadas no lugar certo, o que o Enem quer avaliar é a sua capacidade de se expressar, usar seu repertório, concatenar ideias e propor soluções para problemas complexos respeitando os direitos humanos. Claro que é importante buscar escrever um português perfeito. Porém, não é uma escorregadinha aqui ou ali que vai diminuir a sua nota.

As redações a seguir foram retiradas do Guia do Participante – Cartilha de Redação do Enem, que tem comentários sobre o desempenho de vários textos nota 1.000.

Em comum, eles apresentam algumas características. Veja se você consegue identificá-las

  • Excelente domínio da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa
  • Estruturação em parágrafos organizados e bem articulados entre si
  • Argumentação consistente e fundamentada
  • Domínio do texto dissertativo-argumentativo
  • Competência em selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos e argumentos em defesa de um ponto de vista
  • Repertório diversificado de recursos coesivos, que concatenam as informações apresentadas
  • O tema é desenvolvido de forma coerente, os argumentos selecionados são consistentes e a conclusão é relacionada ao ponto de vista adotado
  • A proposta de intervenção social respeita os direitos humanos

Conheça agora cinco exemplos de redação nota 1.000 do Enem, organizadas por ano/tema.

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Enem 2017: Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Por Marcus Vinícius Monteiro de Oliveira

No Brasil, o início do processo de educação de surdos remonta ao Segundo Reinado. No entanto, esse ato não se configurou como inclusivo, já que se caracterizou pelo estabelecimento de um “apartheid” educacional, ou seja, uma escola exclusiva para tal público, segregando-o dos que seriam considerados “normais” pela população. Assim, notam-se desafios ligados à formação educacional das pessoas com dificuldade auditiva, seja por estereotipação da sociedade civil, seja por passividade governamental. Portanto, haja vista que a educação é fundamental para o desenvolvimento econômico do referido público e, logo, da nação, ela deve ser efetivada aos surdos pelos agentes adequados, a partir da resolução dos entraves vinculados a ela.

Sob esse viés, pode-se apontar como um empecilho à implementação desse direito, reconhecido por mecanismos legais, a discriminação enraizada em parte da sociedade, inclusive dos próprios responsáveis por essas pessoas com limitação. Isso por ser explicado segundo o sociólogo Talcott Parsons, o qual diz que a família é uma máquina que produz personalidades humanas, o que legitima a ideia de que o preconceito por parte de muitos pais dificulta o acesso à educação pelos surdos. Tal estereótipo está associado a uma possível invalidez da pessoa com deficiência e é procrastinado, infelizmente, desde o Período Clássico grego, em que deficientes eram deixados para morrer por serem tratados como insignificantes, o que dificulta, ainda hoje, seu pleno desenvolvimento e sua autonomia.

Além do mais, ressalte-se que o Poder Público incrementou o acesso do público abordado ao sistema educacional brasileiro ao tornar a Libras uma língua secundária oficial e ao incluí-la, no mínimo, à grade curricular pública. Contudo, devido à falta de fiscalização e de políticas públicas ostensivas por parte de algumas gestões, isso não é bem efetivado. Afinal, dados estatísticos mostram que o número de brasileiros com deficiência auditiva vem diminuindo tanto em escolas inclusivas – ou bilíngues -, como em exclusivas, a exemplo daquela criada no Segundo Reinado. Essa situação abjeta está relacionada à inexistência ou à incipiência de professores que dominem a Libras e à carência de aulas proficientes, inclusivas e proativas, o que deveria ser atenuado por meio de uma maior gerência do Estado nesse âmbito escolar.

Diante do exposto, cabe às instituições de ensino com proatividade o papel de deliberar acerca dessa limitação em palestras elucidativas por meio de exemplos em obras literárias, dados estatísticos e depoimentos de pessoas envolvidas com o tema, para que a sociedade civil, em especial os pais de surdos, não seja complacente com a cultura de estereótipos e preconceitos difundidos socialmente. Outrossim, o próprio público deficiente deve alertar a outra parte da população sobre seus direitos e suas possibilidades no Estado civil a partir da realização de dias de conscientização na urbe e da divulgação de textos proativos em páginas virtuais, como “Quebrando o Tabu”. Por fim, ativistas políticos devem realizar mutirões no Ministério ou na Secretaria de Educação, pressionando os demiurgos indiferentes à problemática abordada, com o fito de incentivá-los a profissionalizarem adequadamente os professores – para que todos saibam, no mínimo, o básico de Libras – e a efetivarem o estudo da Língua Brasileira de Sinais, por meio da disponibilização de verbas e da criação de políticas públicas convenientes, contrariando a teórica inclusão da primeira escola de surdos brasileira.

Enem 2018: Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet

Por Lívia Taumaturgo

Segundo as ideias do sociólogo Habermas, os meios de comunicação são fundamentais para a razão comunicativa. Visto isso, é possível mencionar que a internet é essencial para o desenvolvimento da sociedade. Entretanto, o meio virtual tem sido utilizado, muitas vezes, para a manipulação do comportamento do usuário, pelo controle de dados, podendo induzir o indivíduo a compartilhar determinados assuntos ou a consumir certos produtos. Isso ocorre devido `falha de políticas públicas efetivas que auxiliem o indivíduo a “navegar”, de forma correta, na internet, e à ausência de consciência, da grande parte da população, sobre a importância de saber utilizar adequadamente o meio virtual. Essa realidade constituiu um desafio a ser resolvido não somente pelos poderes públicos, mas também por toda a sociedade.

No contexto relativo à manipulação do comportamento do usuário, pode-se citar que no século XX, a Escola de Frankfurt já abordava sobre a “ilusão de liberdade do mundo contemporâneo”, afirmando que as pessoas eram controladas pela “indústria cultural”, disseminada pelos meios de comunicação de massa. Atualmente, é possível traçar um paralelo com essa realidade, visto que milhões de pessoas no mundo são influenciadas e, até mesmo, manipuladas, todos os dias pelo meio virtual, por meio de sistemas de busca ou de redes sociais, sendo direcionadas a produtos específicos, o que aumenta, de maneira significativa, o consumismo exacerbado. Isso é intensificado devido à carência de políticas públicas efetivas que auxiliem o indivíduo a “navegar” corretamente na internet, explicando-lhe sobre o posicionamento do controle de dados e ensinando-lhe sobre como ser um consumidor consciente.

Ademais, é importante destacar que grande parte da população não tem consciência da importância da utilização, de forma correta, da internet, visto que as instituições formadoras de conceitos morais e éticos não têm preconizado, como deveriam, o ensino de uma polarização digital”, como faz o projeto Digipo (“Digital Polarization Iniciative”), o qual auxilia os indivíduos a acessarem páginas comparáveis e, assim, diminui, o compartilhamento de notícias falsas, que, muitas vezes, são lançadas por moderadores virtuais. Nesse sentido, como disse o empresário Steve Jobs, “A tecnologia move o mundo”, ou seja, é preciso que medidas imediatas sejam tomadas para que a internet possa ser usada no desenvolvimento da sociedade, ajudando as pessoas a se comunicarem plenamente.

Portanto, cabe aos Estados, por meio de leis e de investimentos, com um planejamento adequado, estabelecer políticas públicas efetivas que auxiliem a população a “navegar”, de forma correta, na internet, mostrando às pessoas a relevância existente em utilizar o meio virtual racionalmente, a fim de diminuir, de maneira considerável, o consumo exacerbado, que é intensificado pela manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados. Além disso, é de suma importância que as instituições educacionais promovem, por meio de campanhas de conscientização, para pais e alunos, discussões engajadas sobre a imprescindibilidade de saber usar, de maneira cautelosa, a internet, entendendo a relevância de uma “polarização digital” para a concretização da razão comunicativa, com o intuito de utilizar o meio virtual para o desenvolvimento pleno da sociedade.

+ 15 citações para usar na redação do Enem

Enem 2019: Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Por Vinicius Adriano

No longa-metragem ganhador do Oscar “A invenção de Hugo Cabret”, narra-se o cotidiano de um jovem garoto órfão que, apesar de viver – sob precárias condições – em uma estação de trem parisiense, frequenta, clandestinamente, uma sala de cinema próxima ao seu lar como uma forma de afastar-se de sua infeliz realidade. Tal obra fictícia, além de expor um dos benefícios da ida a esse tipo de estabelecimento, também denuncia a desigualdade do acesso à arte cinematográfica, semelhantemente ao que ocorre no Brasil contemporâneo. Nesse âmbito, faz-se necessário analisar dois entraves acerca do óbice social apresentado: os elevados custos para a entrada em cinemas – incompatíveis com a condição financeira de camadas populares – e a falta de mobilização cidadã em prol da equidade dos direitos relacionados a essa situação.

Primordialmente, é válido pontuar a política de preços altos como um obstáculo à democratização da Sétima Arte no território nacional. Isso ocorre devido ao ineficiente quantitativo de medidas governamentais para modificar as tabelas de custos estabelecidas por empresas privadas (responsáveis pela distribuição de obras cinematográficas), promovendo um impedimento a comunidades de baixa renda no que tange ao acesso aos locais em pauta. Entretanto, atualmente, observa-se uma gradativa mudança na postura estatal em relação a esse cenário, a exemplo da criação do cinema Líbero Luxardo na cidade de Belém, desenvolvido pelo governo do estado do Pará para oferecer entretenimento (tanto nacional, quanto estrangeiro) de qualidade por preços econômicos.

Apesar desse notório progresso, ainda é imperiosa a problemática supracitada, uma vez que projetos (como o exposto) são minoritários comparadas a outras regiões do país. Ademais, deve-se explicitar que considerável parcela da sociedade não busca reverter a situação da desigualdade do acesso ao cinema no Brasil. Tal estorvo advém de uma despreocupação dos cidadãos em exigir reformulações nos setores públicos (como o Ministério da Cidadania) encarregados de garantir a possibilidade de apreciação das múltiplas formas de arte por todos, o que define esse comportamento negligente como um “eclipse de consciência”, termo – conforme o literato português José Saramago, no romance “Ensaio sobre a cegueira” – utilizado para sintetizar a ideia da falta de sensibilidade do indivíduo perante os imbróglios enfrentados pelo próximo, nesse caso, o contingente populacional desprovido da oportunidade de desfrute às produções cinematográficas. Por conseguinte, sob efeito desse fenômeno, considerável parte dos brasileiros fomenta a invisibilização do empecilho social em evidência, afastando as pessoas necessitadas das salas de projeção.

Portanto, cabe ao Poder Executivo – instituição de alta relevância para o país – potencializar projetos sociais para a construção de locais de exibição de filmes nacionais e internacionais no território, por meio da cessão de capital público aos órgãos competentes, a fim de efetivar a democratização da apreciação do cinema aos cidadãos. Paralelo a isso, o Ministério da Educação deve mudar o comportamento passivo da comunidade acerca do combate ao óbice em questão, por intermédio de palestras em escolas e em universidades, visando reverter o preocupante cenário reiterado e, assim, desvencilhar parte da sociedade do “eclipse de consciência” que a acomete.

Enem 2020: O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira

Por Julia Vieira

No filme estadunidense “Coringa”, o personagem principal, Arthur Fleck, sofre de um transtorno mental que o faz ter episódios de riso exagerado e descontrolado em público, motivo pelo qual é frequentemente atacado nas ruas. Em consonância com a realidade de Arthur, está a de muitos cidadãos, já que o estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira ainda configura um desafio a ser sanado. Isso ocorre, seja pela negligência governamental nesse âmbito, seja pela discriminação desta classe por parcela da população verde-amarela. Dessa maneira, é imperioso que essa chaga social seja resolvida, a fim de que o longa norte-americano não mais reflita o contexto atual da nação.

Nessa perspectiva, acerca da lógica referente aos transtornos da mente, é válido retomar o aspecto supracitado quanto à omissão estatal neste caso. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o Brasil é o país que apresenta o maior número de casos de depressão da América Latina e, mesmo diante desse cenário alarmante, os tratamentos às doenças mentais, quando oferecidos, não são, na maioria das vezes, eficazes. Isso acontece pela falta de investimento público em centros especializados no cuidado para com essas condições. Consequentemente, muitos portadores, sobretudo aqueles de menor renda, não são devidamente tratados, contribuindo para sua progressiva marginalização perante o corpo social. Este quadro de inoperância das esferas de poder exemplifica a teoria das Instituições Zumbis, do sociólogo Zygmunt Bauman, que as descreve como presentes na sociedade, mas que não cumprem seu papel com eficácia. Desse modo, é imprescindível que, para a refutação da teoria do estudioso polonês, essa problemática seja revertida.

Paralelamente ao descaso das esferas governamentais nessa questão, é fundamental o debate acerca da aversão de parte dos civis ao grupo em pauta, uma vez que ambos são impasses para sua completa socialização. Esse preconceito se dá pelos errôneos ideais de felicidade disseminados na sociedade como metas universais. Entretanto, essas concepções segregam os indivíduos entre os “fortes” e os “fracos”, em que tais fracos, geralmente, integram a classe em discussão, dado que não atingem essas metas estabelecidas, como a estabilidade emocional. Por conseguinte, aqueles que não alcançam os objetivos são estigmatizados e excluídos do tecido social. Tal conjuntura segregacionista – os que possuem algum tipo de transtorno, nesse caso — na teia social. Dessa maneira, essa problemática urge ser solucionada para que o princípio da alemã seja validado no país tupiniquim.

Portanto, são essenciais medidas operantes para a reversão do estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira. Para isso, compete ao Ministério da Saúde investir na melhora da qualidade dos tratamentos a essas doenças nos centros públicos especializados de cuidados, destinando mais medicamentos e contratando, por concursos, mais profissionais da área, como psiquiatras e enfermeiros. Isso deve ser feito por meio de recursos autorizados pelo Tribunal de Contas da União – órgão que opera feitos públicos – com o fito de potencializar o atendimento a esses pacientes e oferecê-los um tratamento eficaz. Ademais, palestras devem ser realizadas em espaços públicos sobre os malefícios das falsas concepções de prazer e da importância do acolhimento dos vulneráveis. Assim, os ideais inalcançáveis não mais serão instrumentos segregadores e, finalmente, a cotação de Fleck não mais representará a dos brasileiros.

Enem 2021: Invisibilidade e registro civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil

Por Giovanna Gamba Dias

Em sua obra “Os Retirantes”, o artista expressionista Cândido Portinari faz uma denúncia à condição de desigualdade compartilhada por milhões de brasileiros, os quais, vulneráveis socioeconomicamente, são invisibilizados enquanto cidadãos. A crítica de Portinari continua válida nos dias atuais, mesmo décadas após a pintura ter sido feita, como se pode notar a partir do alto índice de brasileiros que não possuem registro civil de nascimento, fator que os invisibiliza. Com base nesse viés, é fundamental discutir a principal razão para a posse do documento promover a cidadania, bem como o principal entrave que impede que tantas pessoas não se registrem.

Com efeito, nota-se que a importância da certidão de nascimento para a garantia da cidadania se relaciona à sua capacidade de proporcionar um sentimento de pertencimento. Tal situação ocorre, porque, desde a formação do país, esse sentimento é escasso entre a população, visto que, desde 1500, os países desenvolvidos se articularam para usufruir ao máximo do que a colônia tinha a oferecer, visão ao lucro a todo custo, sem se preocupar com a população que nela vivia ou com o desenvolvimento interno do país. Logo, assim como estudado pelo historiador Caio Prado Júnior, formou-se um Estado de bases frágeis, resultando em uma falta de um sentimento de identificação como brasileiro. Desse modo, a posse de documentos, como a certidão de nascimento, funcione como uma espécie de âncora para uma população com escasso sentimento de pertencimento, sendo identificada como uma prova legal da sua condição enquanto cidadãos brasileiros.

Ademais, percebe-se que o principal entrave que impede que tantas pessoas no Brasil não se registrem é o perfil da educação brasileira, a qual tem como objetivo formar a população apenas como mão de obra. Isso acontece, porque, assim como teorizado pelo economista José Murilo de Carvalho, observa-se a formação de uma “cidadania operária”, na qual a população mais vulnerável socioeconomicamente não é estimulada a desenvolver um pensamento crítico e é idealizada para ser explorada. Nota-se, então, que, devido a essa disfunção no sistema educacional, essas pessoas não conhecem seus direitos como cidadãos, como o direito de possuir um documento de registro civil. Assim, a partir dessa educação falha, forme-se um ciclo de desigualdade, observada no fato de o país ocupar o 9º lugar entre os países mais desiguais do mundo, segundo o IBGE, já que, assim como afirmado pelo sociólogo Florestan Fernandes, uma nação com acesso a uma educação de qualidade não sujeitaria seu povo a condições de precária cidadania, como a observada a partir do alto número de pessoas sem registro no país.

Portanto, observa-se que a questão do alto índice de pessoas no Brasil sem certidão de nascimento deve ser resolvida. Para isso, é necessário que o Ministério da Educação reforce políticas de instrução da população acerca dos seus direitos. Tal ação deve ocorrer por meio da criação de um Projeto Nacional de Acesso à Certidão, a qual irá promover, nas escolas públicas de todos os 5570 municípios brasileiros, debates acerca da importância do documento de registro civil para a preservação da cidadania, os quais irão acontecer tanto extracurricularmente quanto nas aulas de sociologia. Isso deve ocorrer, a fim de formar brasileiros que, cientes dos seus direitos, podem mudar o atual cenário de precária cidadania e desigualdade.

Entenda como funciona a Teoria de Resposta ao Item do Enem

Por que é importante tirar uma nota boa na redação do Enem?

Uma boa redação pode ser determinante para você conquistar aquela vaga na universidade pública, conseguir bolsa de estudos, financiamento e até descontos na mensalidade, sabia?

Além disso, é o primeiro critério de desempate nos programas federais Sisu (que distribui vagas em universidades públicas), ProUni (que oferece bolsas de estudos) e FIES (que concede financiamento a juros baixos).

Em algumas faculdades, quem apresenta uma boa nota geral do Enem pode conseguir descontos de 10 a 100% da mensalidade. Já pensou que maravilha poder estudar sem pagar nada só porque foi bem no exame?

Selecionamos, a seguir, algumas faculdades reconhecidas e bem avaliadas pelo MEC onde você pode brilhar com sua nota da redação do Enem. Todas elas participam do ProUni e do FIES, além de terem programas próprios de descontos, convênios, bolsas e financiamentos.

Vale a pena dar uma olhada:

Se você não fez ou não vai fazer o Enem, as faculdades acima não cobram necessariamente que os alunos ingressantes façam a prova. Existem outras formas de ingresso. Você pode também conferir a lista de cursos e faculdades do Guia da Carreira para decidir onde fazer a sua graduação.

+ 5 passos simples para você ver sua nota do Enem

Como estudar para o Enem?

Uma dica para os vestibulandos é utilizar um plano de estudos. Um cronograma completo e gratuito é o Plano de Estudo Enem de Boa 2023. Trata-se de um plano com sugestões diárias de matérias a serem estudadas. Ele ainda sugere exercícios de vestibulares e videoaulas no Youtube.

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