Pronomes: tipos, como usar e como evitar erros

Você sabe exatamente o que são os pronomes? De um jeito simples de explicar, são aquelas palavrinhas que acompanham, substituem ou se referem aos substantivos. Ou seja, pronomes são sinônimos de algo que está em função de algum nome. 

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É simples, mas nem tanto assim, já que os pronomes podem ser divididos entre pronomes pessoais, pronomes possessivos, pronomes demonstrativos, pronomes interrogativos, pronomes relativos ou pronomes indefinidos. E para cada um deles existe uma circunstância gramatical com a qual você deve usá-los. 

pronomesConstruímos esse artigo para você tirar todas as suas dúvidas sobre o tema, não errar na construção de uma narrativa e estar alinhado com todas as regrinhas da língua portuguesa. Se você chegou até aqui, continue a leitura, que iremos esclarecer todos esses tipos, como utilizá-los e, principalmente, como evitar cair em ciladas.

Confira!

Afinal, o que são os pronomes?

Como foi dito na introdução, pronomes, basicamente, são as palavras que acompanham os substantivos. Eles podem assumir a função de substituí-los, retomá-los ou se referir a eles.

Para tornar tudo mais claro, vamos aos exemplos:

  1. Seu nome é Maria. Quando você manifesta o desejo de tomar um sorvete, a não ser que você fale em 3ª pessoa, você diz “eu gostaria de tomar um sorvete”, não “Maria gostaria de tomar um sorvete”. Nesse caso, o “eu” substitui o nome. Lembra que pronomes são sinônimos de algo que está em função de algum nome? Pois bem. O “eu” é um pronome nesse exemplo.
  2. Você tem um amigo que se chama Ricardo. Em uma roda de bar, quando questionado, “ele foi até o banheiro”. Você não precisa necessariamente falar que “Ricardo foi até o banheiro”. Nesse caso, o “ele” substitui o nome. “Ele” está em função do nome. 
  3. “Dona Josefina é mãe de Pedro. Dona Josefina faz uma comida deliciosa”. Gramaticalmente, há uma repetição nessa frase. O mais correto seria: “Dona Josefina é mãe de Pedro. Ela faz uma comida deliciosa”. Nesse caso, o “ela” substitui o nome. “Ela” está em função do nome.

Quais são as funções gramaticais dos pronomes?

Pronomes dão coesão a um texto. O tornam menos repetitivos e funcionam para remeter, retomar ou qualificar outros substantivos. Vamos usar novamente o exemplo 3 da seção anterior?

“Dona Josefina é mãe de Pedro. Dona Josefina faz uma comida deliciosa”. Não soa estranha a repetição? Por que repetir o nome da mãe de Pedro duas vezes? Seja escrito ou falado, o mais comum é usar o pronome. “Dona Josefina é mãe de Pedro. Ela faz uma comida deliciosa”. Viu como soa muito mais natural?

O “ela” assume uma função gramatical de um pronome substantivo. Agora, se Dona Josefina fosse sua mãe e a frase dissesse que “Minha mãe faz uma comida deliciosa”, o “minha” a qualificaria ou especificaria como sua mãe. Logo, gramaticalmente, seria o caso de um pronome adjetivo.

Essas são as duas classificações principais: a de um pronome substantivo, que está em função de algum nome; e a de um pronome adjetivo, que qualifica ou especifica um nome.

No entanto, além dessa classificação principal, existem muitas outras determinações que caracterizam os tipos de pronomes existentes na língua portuguesa. 

Veremos agora.

Quais são os tipos de pronomes presentes na língua portuguesa?

De acordo com o que determina a nossa gramática normativa, existem seis tipos de pronomes: pronomes pessoais, pronomes possessivos, pronomes demonstrativos, pronomes interrogativos, relativos e pronomes indefinidos.

Vejamos as especificidades de cada um deles:

Pronomes pessoais

Os pronomes pessoais vão designar diretamente as três pessoas do discurso (eu, tu, ele, nós, vós, eles). Nunca se esqueça que todos os pronomes pessoais são pronomes substantivos também.

  • Quem fala: 1ª pessoa, que seria “eu” (no singular) ou “nós” (plural);
  • Com quem se fala: 2ª pessoa, que seria “tu/você” (singular) ou “vós/vocês” (plural);
  • De quem ou do que se fala: 3ª pessoa. que seria “ela/ele” (singular) ou “elas/eles” (plural).

Esse tipo de pronome é classificado entre retos e oblíquos, de acordo com a função que desempenham na oração. Os pronomes do caso reto exercem função de sujeito, ou seja, na afirmação “ela faz uma comida deliciosa” a palavra “ela” é um pronome pessoal do caso reto. Os pronomes pessoais do caso oblíquo, por outro lado, exercem função de objeto de um verbo, como um complemento. Para todo pronome reto, há um correspondente no caso oblíquo. 

  • Eu: mim, me, comigo;
  • Tu: te, ti, contigo;
  • Ele: se, o, a, lhe, si, consigo;
  • Nós: nos, conosco;
  • Vós: vos, convosco;
  • Eles: si, os, as, lhes, se, consigo.

Vamos ao exemplo da Dona Josefina.

“Estava conversando com Pedro e ele me disse que sua mãe faz uma comida deliciosa”. Nessa afirmação, a palavra “ele” é um pronome pessoal reto, e “me” é um pronome pessoal oblíquo.

Pronomes possessivos

Os pronomes possessivos são aqueles que você usa para falar de algo que indica posse em relação à alguém da conversa. 

Voltemos ao exemplo: “Dona Josefina é minha mãe”. “Minha” é um pronome de posse. Você sempre pode usar esses tipos de pronomes para falar de alguma coisa que você ou o outro tem. 

  • Eu: meu, minha, meus, minhas.
  • Tu: teu, tua, teus, tuas.
  • Ele: seu, seus, sua, suas.
  • Nós: nosso, nossos, nossa, nossas.
  • Vós: vossa, vosso, vossos, vossas.
  • Eles: seus, suas.

Pronomes demonstrativos

Pronomes demonstrativos são aqueles que situam algo na conversa. São usados para indicar a ocupação de um interlocutor dentro de um espaço ou de um tempo. 

“Aquelas comidinhas da Dona Josefina são divinas”, para o nosso exemplo de pronomes demonstrativos. Veja:

  • 1ª pessoa: isto, este, esta, estes, estas.
  • 2ª pessoa: isso, esse, essa, esses, essas.
  • 3ª pessoa: aquilo, aquele, aquela, aqueles, aquelas.

Pronomes interrogativos

“Que horas são?”, “Qual é o prazo?”, “Quantas horas faltam para o jogo?”, “Quem vai ao aniversário hoje?”, “Quais são os indicadores para essa meta?”, “Quanto veio a fatura do cartão?”.

Aqui não tem mistério: “que, quem, qual, quais, quanta, quanto, quantas e quantos” são pronomes interrogativos. Eles servem de auxiliares para formular perguntas, tanto diretas, quanto indiretas.

Pronomes relativos

Os pronomes relativos usam termos específicos para que o texto fique menos repetitivo e mais direto. Eles retomam substantivos, substituindo-os na oração seguinte. Você pode não perceber, mas faz uso de todos eles constantemente.

Dona Josefina volta mais uma vez ao exemplo: “A comida que Dona Josefina prepara é uma delícia, a qual é preparada com muito carinho”. “A qual”, nesse caso, refere-se à comida de Dona Josefina, tornando a frase menos repetitiva. Sem o uso do pronome relativo, a frase ficaria assim:

“A comida que Dona Josefina prepara é uma delícia. A comida é preparada com muito carinho”. Repetição. Fica estranho, não?

Para esse tipo de pronome, cabem: 

  • onde; 
  • que;
  • quem;
  • o qual;
  • a qual;
  • os quais;
  • as quais;
  • quanto;
  • quantos;
  • quantas;
  • cujo;
  • cuja;
  • cujos;
  • cujas.

Pronomes indefinidos

Um jeito de simplificar a ideia dos pronomes indefinidos é sempre se lembrar das famosas “indiretas”, pois eles se referem sempre à 3ª pessoa do discurso. Ou seja, são usados para falar de alguém, ou algo, sem dizer de forma clara quem é.

Vamos ao exemplo: “Mesmo a comida da Dona Josefina sendo uma delícia, certas pessoas ainda conseguem falar mal”. “Certas pessoas” não definem quem são essas pessoas, logo, é o uso gramatical de um pronome indefinido. Seria, como foi dito, quase que como uma “indireta”, a um substantivo “impreciso” ou “genérico”.

Exemplos de pronomes indefinidos são:

  • algum;
  • nenhum;
  • todo;
  • outro;
  • muit;
  • pouco;
  • certo;
  • vários;
  • tanto;
  • quanto;
  • qualquer;
  • alguém;
  • ninguém;
  • cada um;
  • cada qual;
  • qualquer um;
  • seja qual for;
  • seja quem for; 
  • todo aquele que.

Erros mais comuns ao usar os pronomes na língua portuguesa

Existem algumas ambiguidades ao usar os diferentes tipos de pronomes. Vamos usar o exemplo dos pronomes possessivos. 

“Encontrei Dona Josefina perto da sua casa ontem”. A casa de Dona Josefina ou a casa da pessoa com a qual você está conversando? Essa é uma ambiguidade comum de pronome possessivo. O “sua” pode gerar confusão.

Para evitar estas ambiguidades, é possível usar outras variações do mesmo tipo de pronome. Exemplo: “Encontrei Dona Josefina perto da casa dela ontem”.

Estudando pronomes para ingressar em uma graduação?

Pronomes são essenciais para a construção coesa de qualquer texto. Dominar a língua portuguesa é a porta de entrada para quaisquer cursos de graduação, principalmente se o seu objetivo é trabalhar na área de comunicação. Logo, dominar os pronomes é levantar alguns tijolos rumo a construção da sua carreira.

É possível fazer cursos de comunicação nas modalidades de ensino presencial ou a distância hoje no Brasil. Ao fazer sua escolha, a primeira informação que deve verificar é se a faculdade tem a autorização do Ministério da Educação (MEC) para oferecer o curso. 

Essa é a garantia de que você vai obter um diploma de nível superior válido em todo o país, que poderá ser usado para encontrar um emprego na área ou participar de concursos públicos que exijam esse grau de escolaridade.

Fizemos uma seleção com faculdades reconhecidas e bem avaliadas pelo MEC que oferecem esses tipos de graduação. Além de terem o selo de qualidade do órgão educacional mais importante do Brasil, todas elas contam com programas de descontos, bolsas e financiamentos facilitados. Confira:

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