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Tudo o que você precisa saber sobre Fisioterapia Neurológica

Entenda o que faz o profissional da Fisioterapia Neurológica, onde pode atuar, quanto ganha e qual o caminho a percorrer para seguir essa carreira!

A Fisioterapia Neurológica – também chamada de Fisioterapia Neurofuncional – ocupa-se das limitações de movimentos decorrentes de doenças ou acidentes que afetam o sistema nervoso.

É uma área que requer muito conhecimento, dedicação e trabalho contínuo. Os casos muitas vezes são delicados e avançam lentamente. Mas os resultados podem ser surpreendentes!

Saiba mais sobre a carreira em Fisioterapia Neurológica, quanto ganha esse profissional e o que fazer para se tornar um fisioterapeuta neurológico!

O que é Fisioterapia Neurológica

É o conjunto de tratamentos e técnicas fisioterapêuticas usado para a recuperação de pacientes afetados por doenças neurológicas, ou seja, aquelas originadas no sistema nervoso. Conheça alguns exemplos:

  • Doença de Parkinson
  • Esclerose múltipla
  • Hidrocefalia
  • Paralisia cerebral
  • Derrame cerebral
  • Traumatismo cranioencefálico

A Fisioterapia Neurológica trata pessoas de todas as idades – adultos, crianças e idosos – por meio de aparelhos e técnicas específicas.

O fisioterapeuta neurológico atua em clínicas, hospitais e centros de saúde, além de poder atender em domicílio, cuidando de pacientes que não podem se locomover.

A sensibilidade desse profissional conta muito, assim como a sua empatia com o paciente. O desafio do fisioterapeuta neurológico começa em saber avaliar e selecionar, a partir do diagnóstico de cada doente, o melhor tratamento dentre as inúmeras técnicas e exercícios.

A responsabilidade é grande: nas mãos do fisioterapeuta neurológico está muitas vezes a reinserção da pessoa em uma vida normal, dentro das possibilidades de cada caso. A gratificação pode vir de fatos tão simples como, por exemplo, ver que seu paciente já consegue levantar um garfo e levá-lo à boca para poder se alimentar sozinho.

Além de todos os aspectos neurológicos e fisiológicos que o profissional deve conhecer a fundo, é preciso atenção também às respostas cognitivas (relativas ao aprendizado) e emocionais de seus pacientes. Essas pessoas necessitam de constante incentivo e ânimo para não abandonarem o tratamento, já que o sucesso da fisioterapia depende muito da frequência e da continuidade. Os avanços às vezes são lentos, mas sempre aparecem.

O objetivo é buscar o bem estar físico e emocional, reabilitando o paciente para que possa realizar suas atividades com o maior nível de independência possível. O que está em jogo aqui é aumentar a qualidade de vida.

Podemos listar algumas metas que fisioterapeuta e paciente devem, juntos, trabalhar para atingir:

  • Aumentar a amplitude dos movimentos
  • Normalizar a postura
  • Aperfeiçoar as habilidades cognitivas e a memória
  • Estimular atividades da vida diária
  • Promover a reintegração na sociedade
  • Prevenir o surgimento de novas doenças
  • Melhorar a força muscular, a coordenação motora e o equilíbrio

Pode-se dizer que a Fisioterapia Neurológica é um dos ramos da Fisioterapia que mais exigem vocação do profissional, pois trata de casos bastante delicados que, por sua vez, acarretam o envolvimento emocional de toda a família do paciente. Acompanhar passo a passo a reabilitação e o reaprendizado motor dos doentes é a maior gratificação do fisioterapeuta neurológico.

Qual o salário de um fisioterapeuta neurológico?

A média nacional para um fisioterapeuta neurológico, segundo o Guia de Profissões e Salários do site de empregos Catho, é de R$ 1.343. O valor pode variar bastante de acordo com a região do país, o tempo de experiência profissional, o porte da empresa e a condição financeira dos clientes para os quais o fisioterapeuta trabalha.

De acordo com o levantamento do Site Nacional de Empregos (SINE), o salário inicial de um fisioterapeuta neurológico pode chegar a R$ 2.400. Com uma experiência de cerca de quatro anos, já passa dos R$ 3.500. E um profissional com mais de oito anos de experiência, trabalhando em uma grande empresa, tem ganhos mensais próximos a R$ 6.000.

Como se tornar um fisioterapeuta neurológico

Para começar o seu caminho, o primeiro passo é fazer um curso superior de Fisioterapia. São mais de 400 possibilidades em todo o Brasil, em instituições públicas e privadas. A faculdade dura entre 4 e 5 anos e o curso é oferecido no grau de bacharelado.

Por haver tanta oferta, a recomendação é investigar bem a reputação de cada universidade, a imagem que ela tem no mercado, a opinião de alunos e ex-alunos, a qualidade dos professores e a estrutura que ela oferece. E não se esqueça: para que o diploma tenha validade, a instituição tem que ser credenciada pelo Ministério da Educação (MEC).

As matérias estudadas no curso de Fisioterapia podem mudar de acordo com a faculdade. Entre as várias disciplinas, você vai encontrar temas como:

  • Anatomia
  • Genética
  • Fisiologia
  • Psicologia Geral
  • Saúde Pública
  • Psicomotricidade
  • Fisioterapia Aplicada à Neurologia
  • Fisioterapia Aplicada à Pediatria
  • Fisioterapia Respiratória
  • Administração em Fisioterapia

O curso também inclui estágios supervisionados obrigatórios, que podem ser feitos em hospitais, clínicas ou consultórios e colocam o aluno em contato direto não só com a profissão, mas também com pacientes reais. E, para se formar, é preciso desenvolver e apresentar um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).

Com a graduação concluída, é preciso inscrever-se no Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (CREFITO) de seu estado, condição obrigatória para exercer legalmente a profissão de fisioterapeuta no Brasil. Para conseguir o registro no CREFITO, basta apresentar seu diploma e outros documentos.

Porém, para ser um fisioterapeuta neurológico é fundamental fazer uma pós-graduação. Na área existem especializações lato sensu, que costumam durar dois anos. Quando for pesquisar por essas especializações, lembre-se de procurar por “Fisioterapia Neurológica” e também “Fisioterapia Neurofuncional”. Os dois nomes são usados pelas instituições.

Existem cursos em vários estados do país e inclusive algumas opções na modalidade a distância (EAD), que vem crescendo no Brasil nos últimos anos e confere um diploma com a mesma validade daquele emitido por cursos presenciais – desde que a pós-graduação tenha o reconhecimento do MEC.

Outro caminho para se especializar é prestar a prova aplicada pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO), chamada Exame Nacional para Concessão de Título de Especialista Profissional. Os exames do COFFITO são realizados em todas as capitais brasileiras uma vez por ano.

Nossa última dica aos interessados em Fisioterapia Neurológica é que participem de eventos ligados à profissão e à especialidade neurológica, como palestras, congressos e workshops, sempre que possível. Tudo isso é importante não apenas para expandir seus conhecimentos, mas também para turbinar o currículo e conseguir um lugar ao sol no concorrido mercado de trabalho.

Onde estudar Fisioterapia

Confira algumas instituições autorizadas pelo MEC a oferecer o curso de Fisioterapia:

Veja também:

Quanto ganha um fisioterapeuta?

Gostou de saber mais sobre Fisioterapia Neurológica? Está pensando em seguir esse caminho? Conte para a gente aqui nos comentários!

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