dcsimg

Descubra o que faz um diplomata

Muitos estudantes sonham com a carreira de diplomata. Falar outros idiomas, viajar, negociar, ter contato com autoridades de outros países: talvez essas sejam algumas das primeiras coisas que imaginamos ao pensar na rotina desse profissional. 

Mas será que essa imagem faz sentido? Afinal, o que faz um diplomata? E que curso fazer para seguir essa carreira? Vamos falar sobre todos os detalhes desta carreira aqui.

Atribuições do diplomata

De maneira geral, o diplomata é o representante oficial de um determinado país perante os governos de outras nações e instâncias internacionais. Para ter uma ideia do dia a dia desse profissional, imagine uma rotina recheada de reuniões, negociações e trocas de informação em português e outros idiomas. 

Aqui estão algumas das atribuições da carreira diplomática no Brasil:

  • Promover os interesses comerciais e geopolíticos do país.
  • Participar da negociação de acordos internacionais.
  • Estimular relações e trocas culturais entre o Brasil e outros países.
  • Representar o estado brasileiro perante a comunidade internacional.
  • Participar da formulação da política externa brasileira.
  • Prezar pelo respeito nas relações do Brasil com outros países, tratando de questões relacionadas a comércio, cultura, economia, direitos, conflitos, entre outros temas.
  • Manter o governo brasileiro informado sobre questões internacionais e temas que sejam de interesse do país.
  • Prestar assistência a cidadãos brasileiros no exterior.

Perfil do diplomata

Quem pretende seguir a carreira de diplomata deve estar disposto a enfrentar os desafios da profissão. É preciso ter fluência em outros idiomas, ótimas habilidades em comunicação, capacidade de adaptação a diferentes contextos e vasto conhecimento sobre legislação brasileira e internacional.

O diplomata precisa estudar continuamente, estar aberto a conhecer outras culturas e cultivar o equilíbrio emocional, já que muitas vezes ele precisa conduzir negociações em situações delicadas.

Carreira

Quem deseja se tornar diplomata no Brasil precisa passar no concurso do Instituto Rio Branco (IRBr), órgão responsável pela seleção e pelo treinamento dos diplomatas de carreira do governo brasileiro. O Instituto Rio Branco está ligado ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil, também conhecido como Itamaraty.

O ingresso ocorre por meio de um processo seletivo chamado Concurso de Admissão à Carreira Diplomática (CACD). Trata-se de um concurso público bastante concorrido: nos últimos anos, a média da disputa tem sido de 166 candidatos por vaga. O alto salário inicial, de R$ 18 mil, ajuda a explicar a grande procura.

O concurso do Instituto Rio Branco costuma ocorrer anualmente, e é composto por três fases:

  • Primeira fase: prova objetiva em formato de teste, abordando temas de Língua Portuguesa, Língua Inglesa, História do Brasil, História Mundial, Política Internacional, Geografia, Noções de Economia e Noções de Direito e Direito Internacional Público.
  • Segunda fase: provas escritas de Língua Portuguesa e Língua Inglesa.
  • Terceira fase: provas escritas de História do Brasil, Política Internacional, Geografia, Noções de Economia, Noções de Direito e Direito Internacional Público, Língua Espanhola e Língua Francesa.

Quem passa no concurso já é contratado como terceiro-secretário, cargo inicial da carreira. O curso do Instituto Rio Branco inclui aulas regulares, módulos profissionalizantes e palestras com autoridades e especialistas. 

A formação dura quatro semestres e, ao longo da última etapa, o jovem diplomata deve cumprir estágio profissional na Secretaria de Estado das Relações Exteriores. Por fim, a classificação por mérito acadêmico definirá onde ele será alocado. Nos dois primeiros anos, o diplomata deve ficar no Brasil. Depois, poderá assumir funções no exterior.

Requisitos

O concurso do Instituto Rio Branco exige que o candidato tenha curso superior, mas não determina áreas específicas de formação. 

Por isso, é comum encontrar profissionais da carreira diplomática com graduações diferentes. Entre as mais frequentes estão Relações Internacionais, Administração, Direito, Filosofia, Economia, Comunicação Social e até mesmo Engenharia.

Mas, atenção: é preciso que o diploma de curso superior apresentado tenha sido emitido por universidade brasileira reconhecida pelo Ministério da Educação. Então, se você ainda está decidindo qual faculdade cursar, pesquise bem sobre as universidades de seu interesse. 

No portal e-Mec, do Ministério da Educação, é possível consultar a lista de instituições e cursos autorizados na sua cidade ou região.

Para facilitar sua busca, selecionamos algumas universidades particulares reconhecidas e bem avaliadas pelo MEC que oferecem cursos de graduação presenciais e a distância:

Relações Internacionais

O curso superior mais associado à carreira diplomática é a graduação em Relações Internacionais. A formação dura quatro anos, e, geralmente, é oferecida no formato presencial.

Uma das instituições que oferecem o curso é a Anhanguera. De acordo com o site da universidade, a graduação em Relações Internacionais prepara o estudante para atuar em posições no governo, ONGs e empresas. O curso se estrutura em três eixos principais:

  • Estudo aprofundado de relações e políticas internacionais.
  • Estudo do Brasil (política, inserção internacional e economia).
  • Estudo das variáveis econômicas internacionais.

Entre as disciplinas que compõem a grade do curso estão Ciência Política, Comércio Internacional, Direito Internacional, Economia Política, Política Externa Brasileira e Segurança Internacional.

Interessou? Então, entre em contato com a universidade e conheça suas opções de ingresso, descontos e bolsas.

Leia também:

Relações Internacionais: curso, carreira e mercado

Saiba tudo sobre Relações Internacionais EAD e onde estudar

Você está pensando em seguir a carreira diplomática? Como você está se planejando para seu futuro profissional? Conte para a gente nos comentários!

Compartilhar
Facebook Twitter Google Linkedin