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História do Jornalismo: o Código de Ética

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Jornalismo e suas características

O profissional da área de jornalismo tem por hábito o tratamento das informações, a interpretação unilateral dos fatos e a produção das notícias. Como definição sucinta, o jornalismo é considerado a metodologia de tratamento de informação: apuração dos fatos, redação do acontecimento, edição concisa e a divulgação de tal conteúdo afim de informar a população de forma clara e objetiva.

É fato que algumas pessoas possuem o dom da comunicação em diversas áreas: através da fala, pela escrita, ou mesmo pela interação social. Tais hábitos são fundamentais para o profissional de jornalismo, sendo característica determinante para afinidade com a profissão.

Atualmente o jornalismo possui várias ramificações em diversas áreas, além de ser exercido de forma informal por vários setores da população, devido ao grande avanço da internet e a popularização dos blogs e sites informativos. Ainda assim, podemos citar alguns setores eventuais da área jornalística:

  • Jornal (impresso e televisivo)
  • Revistas Digitais e Impressas
  • Blogs (internet)
  • Rádio
  • Etc.

Jornalismo: o nascimento da matéria

É sempre interessante pesquisar a origem da profissão que almejamos seguir e refletir sobre os fatos que influenciaram seu surgimento. É também interessante efetuar uma analogia com a sociedade atual afim de identificar características determinantes sobre a contínua ascensão da profissão.

Uma característica marcante sobre o jornalismo é seu relato histórico. Há relatos de diversos meios de comunicação na antiguidade, porém, o meio jornalístico teve aparição de forma concreta na Roma antiga. O imperador Júlio Cesar tinha a necessidade de informar a população sobre os feitos do império afim de promover seu reinado e informar a população sobre eventos pertinentes. Porém tal veículo de comunicação não existia em formato habitual, como conhecemos atualmente, o mesmo era feito através de cartazes informativos. Tal estratégia já era feita também no Egito, com os famosos papiros.

O grande marco histórico, que foi o passo primordial para o desenvolvimento do modelo jornalístico conhecido, foi a invenção de Gutemberg no ano de 1447. Graças a sua invenção, foi possível a impressão em escala dos jornais, viabilizando o início da profissão de jornalista.

No século XVII teve o início da campanha de publicação periódica dos jornais, com a intenção e necessidade de informar a sociedade sobre os acontecimentos da época:

  • Alemanha (1609-1610): Avisa Relation Oder Zeitung
  • Londres (1665): The London Gazette

Um fato negativo na época era a censura praticada, sendo focado sempre notícias externas, preferencialmente negativas sobre outros países. Assim os acontecimentos locais não tinham grande foco jornalístico, evitando entrar em confronto com o governo.

A grande vitória na história do jornalismo veio com a Suécia, com a aprovação da liberdade de imprensa sob código de conduta, e a necessidade de formar a sociedade.

É interessante citar que o jornalismo também era feito como forma de expressão sensacionalista, visando criticar o governo e acontecimentos desfavoráveis a população. Porém tais jornais eram elaborados de forma artesanal, escritos do próprio punho, afim de dificultar intervenção do governo.

Mas o jornalismo não era feito somente pelo meio da escrita. Com o surgimento do rádio, que difundia idéias e pensamentos de forma direta, foi possível abranger a população de forma democrática, alcançando também os analfabetos. Posteriormente, com a chegada da televisão, houve novamente uma revolução nos meios de comunicação, que só foi superada atualmente, com a globalização da informação graças ao advento da internet.

Jornalismo e o direito à informação

No aspecto jornalístico, é sempre retratado o direito de informação que o público possui. Pela base do código de ética brasileiro, existe a premissa do direito fundamental do cidadão ao acesso a informação. Tal direito abrange 3 áreas:

  • O direito de informar
  • O direito de poder ser informado
  • O direito de ter acesso a informação

A segunda base fundamental do direito a informação, no jornalismo, é baseado em garantir que o público não seja impedido de ter acesso a ela, seguindo as seguintes premissas:

  • A censura é um delito contra a sociedade, sendo assim necessário que tal seja denunciada, sempre preservando a fonte da denúncia.
  • O compromisso com a sociedade, seguido pelo direito a liberdade de imprensa.
  • A necessidade de prestação de informação pelas organizações (privadas e públicas) é considerada como uma obrigação social.
  • É sempre necessário a divulgação correta dos fatos e acontecimentos, garantindo sempre a veracidade do ocorrido de forma unilateral.
  • O processo de divulgação e desenvolvimento do artigo informativo deve basear primariamente na veracidade da informação original e ter por finalidade o interesse da sociedade.

Para os interessados sobre o código de ética brasileiro, é possível ver o mesmo na íntegra, direto do site da FENAJ (Federação Nacional dos Jornalistas), ou por este link.

Todos os estudantes que desejam fazer o curso de Jornalismo, devem se preocupar em focar nas bases fundamentais do curso. É sempre interessante possuir uma visão global do mundo, conhecer diferentes culturas, afim de expandir os horizontes.

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