Conheça quais são as áreas de atuação de Relações Internacionais

Há diversas possibilidades de trabalho para quem se forma em Relações Internacionais, todas à espera de profissionais bem preparados. Veja tudo aqui!

Você deve ler muito por aí sobre a importância do diálogo, da mediação, da negociação, de cativar e encantar clientes e parceiros.

E é tudo verdade: para manter um bom relacionamento entre empresas, ou mesmo entre países, é preciso muita diplomacia, muito jogo de cintura, inteligência e perspicácia. E para desempenhar esse papel, ninguém melhor que o profissional de Relações Internacionais.

Será que essa profissão está com a demanda em alta no Brasil atual?

A seguir, conheça quais são as áreas de atuação de Relações Internacionais e onde estão os melhores salários!

As áreas de atuação de Relações Internacionais

Relações Internacionais é para quem curte o movimento da economia, leva jeito para negociar, resolver conflitos, criar relacionamentos. É uma atividade estratégica para empresas e governos que querem ampliar sua rede de negócios no âmbito nacional e internacional.

O internacionalista é aquele que domina tudo isso e está sempre ligado em pautas de economia, direito, política e história. Também fala fluentemente mais de um idioma – incluindo inglês, principalmente.

Não é de se espantar, portanto, que exista um mercado cheio de oportunidades para profissionais preparados a encarar os desafios de cruzar fronteiras.

Conheça a seguir algumas das principais áreas de atuação de Relações Internacionais:

Diplomacia – Há muitos internacionalistas atuando como diplomatas ou como apoio à diplomacia pelo mundo afora. É uma das carreiras mais almejadas por esses profissionais e uma das mais bem remuneradas, mas também uma das mais difíceis de entrar. Os concursos públicos do Ministério das Relações Exteriores são bastante concorridos e não acontecem com frequência.

Comércio exterior – Relações Internacionais e Comércio Exterior têm muitas similaridades, por isso é frequente vermos internacionalistas na linha de frente de negociação com empresas e organizações estrangeiras. Eles podem trabalhar em empresas especializadas ou fazer parte de departamento de empresas de grande porte, como indústrias, comércio e prestadoras de serviço.

Consultoria e assessoria internacional – Muitas empresas necessitam de assistência para dar os primeiros passos rumo ao processo de internacionalização; outras precisam de ajuda para se manter competitivas nos mercados estrangeiros. Os internacionalistas especializados nesses processos estão sempre com a agenda cheia, e a demanda não tem previsão para diminuir tão cedo – ainda mais com a alta do dólar.

Organismos multilaterais – Essa é outra área de atuação muito procurada pelo pessoal de Relações Internacionais. Trabalhar em organismos internacionais como ONU, Unicef e Banco Mundial é o sonho de muita gente. Lá, os internacionalistas atuam como interface entre comunidades, governos e organizações, desenvolvem projetos, coordenam pessoas.

Eventos – Quando o Brasil entrou na rota dos grandes eventos internacionais e virou sede da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, os internacionalistas, por sua facilidade de lidar com assuntos estrangeiros, viram as oportunidades de trabalho quadruplicarem. Ainda é uma área muito promissora, com grande potencial, embora a pandemia de covid-19 tenha obrigado o mundo inteiro a adiar planos.

Organizações não governamentais – As ONGS estão sempre em busca de apoio e financiamento e apoio internacional, de forma que o internacionalista é um dos seus principais protagonistas. Eles ajudam a captar recursos, identificar oportunidades e fechar parcerias no exterior.

Multinacionais – O Brasil conta com um bom número de empresas internacionais instaladas em território nacional e, numa quantidade menor, de empresas nacionais com sede lá fora. Todas precisam do pessoal de Relações Internacionais para ajudar na busca por novos mercados e no fortalecer a relação com clientes e fornecedores.

Marketing – Os internacionalistas podem ser bem aproveitados nos setores de marketing e branding de grandes empresas. Como conhecem bem a realidade local e a internacional, entendem os meandros culturais dos países com os quais negociam e têm faro apurado para novos negócios, podem colaborar ativamente com o posicionamento de produtos e serviços no mercado internacional.

Quanto ganha um profissional de Relações Internacionais

Os salários do pessoal de Relações Internacionais variam conforme a área de atuação.

Como a gente já disse antes, a área que paga melhor é a da Diplomacia, com salários que podem facilmente superar os R$ 20 mil, sem contar a estabilidade na carreira.

Quem presta assessoria internacional ganha cerca de R$ 9,6 mil. No comércio exterior, os salários chegam a R$ 6,3 mil, enquanto o trabalho em multinacionais pode render até R$ 22 mil para quem assumir cargos mais elevados, como o de supervisor ou gerente.

Diretores de Relações Internacionais chegam a ganhar mais de R$ 38 mil!

A faculdade de Relações Internacionais

O Brasil possui mais de uma centena de faculdades de Relações Internacionais. O curso tem quatro anos de duração e é um bacharelado. A maioria das vagas disponíveis está em faculdades privadas.

Boa parte das disciplinas apresentadas durante a graduação tem caráter crítico-teórico e trata de política, economia, história, direito internacional, cultura, comércio exterior, logística, cooperação internacional, conflitos, finanças, gestão de negócios e conjuntura social.

As atividades práticas ficam por conta de simulações oficinas de negociação e debates promovidos pelas faculdades com frequência.

A oferta de cursos EAD de Relações Internacionais está crescendo rapidamente. De uns anos pra cá, quase 20 faculdades passaram a contar com essa opção. O formato é validado pelo MEC e os formados podem até usar o diploma para participar dos concursos públicos do MRE.

Já temos perto de 30 mil estudantes em cursos de RI por todo o país.

Se você está pensando em seguir essa carreira, assegure-se de escolher uma boa faculdade para fazer seus estudos. Isso conta muitos pontos a favor na hora de entrar na disputa por uma posição no mercado de trabalho.

Entre as particulares, a gente recomenda dar uma olhada nos cursos oferecidos pela Cruzeiro do Sul Virtual (a distância) e pela Universidade Cidade de São Paulo (UNICID).

Ah, e antes de finalizar, não se esqueça de se matricular o quanto antes em uma escola de idiomas. Relações Internacionais requer domínio pleno de línguas estrangeiras, sendo o inglês e o espanhol os básicos. Aposte também em mandarim, alemão, francês e japonês – fique de olho nos grandes parceiros comerciais do Brasil!

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Saiba o que se estuda em Relações Internacionais

Em qual dessas áreas você gostaria de atuar? Conte para a gente nos comentários!

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